Futebol/Futebol Internacional - ( - Atualizado )

Em "vingança" contra Pelé, Eusébio foi carrasco do Brasil em 1966

Lisboa (Portugal)

Considerado o maior jogador da história de Portugal, Eusébio faleceu na madrugada deste domingo ao sofrer parada cardiorrespiratória, em Lisboa. O ídolo luso desfilou nos gramados europeus durante as décadas de 1960 e 70 é o maior artilheiro do Benfica, mas chegou ao ápice da carreira na Copa do Mundo de 1966, quando levou sua seleção ao terceiro lugar. Durante a campanha, o Pantera Negra liderou Portugal na vitória por 3 a 1 sobre o Brasil eliminou a Seleção Canarinho ainda na primeira fase do torneio.

Com o Benfica, Eusébio conquistou dois títulos europeus, em 1961 e 62. No posto mais alto entre os clubes do Velho Continente naqueles anos, a equipe lisboeta teve o direito de representar a Europa na disputa das Taças Intercontinentais. No primeiro mundial, ainda como suplente, Eusébio chegou a marcar na última partida contra o Peñarol, mas o Benfica saiu derrotado por 2 a 1 em Montevidéu e amargou o vice-campeonato.

No ano seguinte, a decisão foi contra o histórico Santos de Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, e Eusébio já era titular das Águias. Na primeira partida, em 19 de setembro de 1962, 90 mil pessoas viram o Peixe bater o Benfica do Pantera Negra por 3 a 2, no Maracanã, com dois de Pelé e um de Coutinho. No segundo duelo, outro triunfo brasileiro. Eusébio chegou a balançar as redes nos minutos finais, mas já era tarde. Pelé (3) e Coutinho voltaram a marcar, e Pepe completou a goleada por 5 a 2 que calou o Estádio da Luz, em Lisboa.

AFP
Com nove gols na Copa do Mundo de 1966, o Pantera Negra foi premiado como o melhor jogador do torneio

A “vingança” de Eusébio contra o Pelé veio na Copa do Mundo de 1966. Bicampeã mundial nas duas Copas anteriores, a Seleção Brasileira chegou à Inglaterra como uma das favoritas ao título, mas frustrou os torcedores. A única vitória foi conquistada na estreia, quando bateu a Bulgária por 2 a 0, com gols de Pelé e Garrincha. Na sequência, porém, os comandados de Vicente Feola caíram diante da Hungria, derrotados por 3 a 1 e tinham no duelo contra Portugal a última chance de se classificar à fase seguinte.

Na decisão disputada em Goodison Park, em Liverpool, Portugal saiu na frente com Simões, aos 15 minutos da primeira etapa. Antes dos 30, Eusébio ampliou a vantagem e deixou a Seleção Canarinho em maus lençóis. Rildo até diminuiu aos 25 do segundo tempo, mas o Pantera Negra voltou a marcar nos minutos finais e sacramentou a precoce eliminação brasileira.

Portugal ainda eliminaria a Coreia do Norte nas quartas de final, se recuperando após tomar três gols nos primeiros 25 minutos. Eusébio foi o principal nome da partida, tendo marcado quatro gols em meia hora de jogo e liderado a equipe lusa à virada que terminou em 5 a 3.

Na semifinal, o Pantera Negra voltou a marcar, mas Portugal acabou eliminado pela Inglaterra de Bobby Charlton e cia. por 2 a 1. A anfitriã seria campeã mundial na sequência, ao bater a Alemanha Ocidental. Enquanto isso, Eusébio, sempre ele, marcou na disputa pelo terceiro lugar e os “heróis do mar” triunfaram sobre a União Soviética, alcançando a melhor colocação da história do país em Copas do Mundo.

AFP
Maior ídolo da história do Benfica, Eusébio tem uma estátua no Estádio da Luz, casa das Águias

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