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Juvenal se gaba por lucrar com Aloísio sem garantir reposição

Bruno Grossi* e Tossiro Neto Barueri (SP)

A escassez de opções no ataque do São Paulo parece não tirar o sono de Juvenal Juvêncio. O presidente revelou não ter nem planejado renovar com Aloísio para poder lucrar uma quantia gorda de euros negociada com os representantes do jogador. Além disso, praticamente descartou a chegada de Eduardo Vargas e a manutenção de Welliton.

No caso de Aloísio, Juvenal explicou que tinha dois caminhos a seguir antes do contrato do atleta se encerrar no último dia 31 de dezembro: comprá-lo em definitivo ou liberá-lo para o exterior. O Tombense, clube mineiro que detém os direitos do centroavante, recebeu uma proposta do Shandong Luneng e apresentou aos dirigentes são-paulinos.

Pelo acordo firmado com a equipe vinculada ao empresário Eduardo Uram, o São Paulo já receberia 20% de uma possível negociação por ter colocado o jogador na vitrine. Juvenal Juvêncio, então, adquiriu mais 30% dos direitos de Aloísio e agora lucrará metade dos 5 milhões de euros (cerca de R$ 16 milhões) pagos pelo chineses, que serão treinados por Cuca.

“Você pensa que eu vendo e compro por ato de lazer? Ora..”, indagou o mandatário tricolor antes de explicar as situações de Vargas e Welliton. O chileno é alvo do Santos, que conta com um grupo de investidores para selar o acordo com o Napoli. Os italianos, segundo Juvenal, têm exagerado nos valores exigidos e ainda afirmam poder tirá-lo a qualquer momento do Brasil em caso de oferta vinda da europa.

Já Welliton pertence ao Spartak e dificilmente será mantido no elenco. O atacante tem o aval de Muricy Ramalho para permanecer, mas os russos também pedem valores fora da realidade do Tricolor e emperram a negociação. Juvenal Juvêncio garante que não fará loucuras pelo jogador, muito menos pedir a ajuda a um grupo de investidores, como o rival Santos.

“O Welliton também não é tudo isso que estão falando, que estamos perdendo um bom jogador. Veio para compor elenco e até gostaria que ficasse, mas tem que ter preço baixo. Preço baixo não é baixo, é realista. Imagine 14 milhões de euros, não é possível. E esses negócios de parceria, tem um cara fazendo, você vai ver o que vai acontecer”, alertou.

*especial para GE.net

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