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Kleina não fixa prazo para estreia de Bruno César, e pode usar três meias

Bruno Landi, especial para a GE.net São Paulo (SP)

No ano passado, durante a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro, Gilson Kleina relutou em escalar Valdivia e Mendieta juntos. Seja no 4-3-3 ou no 4-2-3-1, o treinador evitava mandar a campo uma equipe com dois meias criativos. Em 2014, no entanto, a situação pode ser diferente. Com a chegada de Bruno César, o comandante alviverde não descarta escalar o Palmeiras com (pasmem) três armadores no ano do centenário.

O fato foi revelado pelo próprio técnico, na última sexta-feira, após o treinamento realizado na Academia de Futebol. “Tive uma conversa com o Bruno César em dezembro e ele disse que fazia uma função diferente no Benfica. Muitas vezes não jogava centralizado, mas pelos lados. É importante entender a filosofia do grupo, participar do trabalho, mas eu posso usar dois ou até três meias. O importante é que ele esteja no seu melhor e possa nos ajudar muito”, declarou.

Nos dois jogos disputados pelo Verdão até aqui, Kleina escalou o setor ofensivo com Wesley, Mazinho e Serginho, e somente Alan Kardec à frente. A intensa movimentação da linha de três, que permite uma variação tática entre o 4-2-3-1 e o 4-3-1-2, no entanto, vem agradando ao técnico, que já se mostrou disposto a manter esta formação no início do ano. Caso Valdivia, Mendieta e Bruno César entrem na equipe, então, terão que convencer Kleina de que mais vale a qualidade de um passe do que a explosão de uma arrancada.

AFP
Principal contratação do Palmeiras para 2014, o meia Bruno César pode jogar ao lado de Valdivia e Mendieta

A apresentação de Bruno César, que estava no modesto Al Ahli, da Arábia Saudita, acontecerá nesta segunda-feira, após o treinamento na Academia de Futebol. Ele já vinha aprimorando a forma física no Brasil, mas Kleina prefere manter a cautela quanto a uma possível data de estreia no Verdão.

“Ele vinha jogando no Al Ahli, mas temos de ver a readaptação ao trabalho daqui. É um outro tipo de treino, hoje estamos adotando um ciclo de treinamentos que pode exigir mais ou não. Vamos ver as condições, mas depois que eu falar com a comissão eles vão me passar os dados e vamos desmembrar o caso dele para ver qual é a real condição”, explicou o comandante.

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