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Lúcio crê em entrosamento com Henrique para evitar ‘zaga-atacante’

São Paulo (SP)

Conhecidos pelas ‘aventuras’ ao campo ofensivo durante os jogos, os zagueiros Lúcio e Henrique despertam certa preocupação no torcedor do Palmeiras, que pensa na possibilidade de ver os dois jogadores deixando espaços na defesa alviverde em momentos cruciais. O pentacampeão do mundo, no entanto, mesmo depois de falhar na goleada sobre o Atlético Sorocaba neste domingo, garante que a equipe do Palestra Itália não terá problemas com relação ao seu posicionamento: vai prevalecer o entrosamento com seu companheiro de zaga.

“Acredito que vai prevalecer o nosso entrosamento e o respeito que um tem pelo outro, O Henrique é um grande jogador, um grande nome, está mais adaptado ao estilo de jogo do Palmeiras e, nesse momento, vai poder sair mais para o jogo. A nossa intenção, é claro, antes de tudo, é defender bem, esse é meu objetivo principal. Tem o momento certo e as partidas certas para sair ao ataque, mas agora tenho que trabalhar”, garantiu Lúcio em entrevista ao canal Sportv.

O zagueiro palmeirense também recordou sua passagem pela Inter de Milão, quando teve liberdade para chegar ao ataque sob o comando do português José Mourinho. “Ele não dava limites, mas já peguei treinador na Alemanha que disseram para eu não passar da linha do meio de campo. O Mourinho foi muito especial, disse para mim: faz o seu papel na defesa, toma a bola dos jogadores e avança ao meio de campo. Foi uma coisa que hoje posso agradecer a ele, pois me ajudou a evoluir”.

Após 12 anos no futebol europeu, Lúcio desembarcou no Brasil na temporada passada para defender o São Paulo e chegou a ter dificuldades para se acostumar com o futebol brasileiro. Conhecido por jogadas mais duras ao marcar seus adversários, o zagueiro amargou alguns cartões vermelhos em 2013 depois de faltas em que exagerou na força. Agora, com a camisa do Palmeiras, o pentacampeão mundial afirma estar mais acostumado.

“Essa adaptação é normal. Joguei 12 anos na Europa e existe uma diferença muito clara que para colocar em prática é complicado. Você vem de um futebol com mais força, mais pegada, em que o atacante quer partir para fazer o gol, sendo que, no Brasil, muitas vezes, o atacante prefere se jogar ou cair, às vezes tem a chance de fazer um belo gol e se joga. O jogador perde o objetivo. Na Europa, estamos acostumando com um jeito diferente, você tenta fazer a falta e não consegue porque o jogador quer fazer o gol”, explicou defensor.

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