Futebol - ( )

Lúcio vê menos respeito do São Paulo do que em dispensa no Bayern

William Correia Itu (SP)

A saída do São Paulo não é a única troca de clube conturbada na carreira de Lúcio. O zagueiro foi descartado antes mesmo de se apresentar para a pré-temporada pelo Bayern de Munique, em 2009, a pedido do técnico Louis Van Gaal. Mas o zagueiro, já treinando com o Palmeiras, lembra que os alemães mostraram respeito.

“Foi uma troca de clube completamente diferente. O Bayern, até nos últimos dias em que tive vínculo, sempre me tratou com respeito, foi tudo muito conversado. Era questão de opção do treinador e tenho que respeitar”, comentou o novo camisa 33 do Verdão.

Lúcio atuou cinco anos no Bayern de Munique, sendo tricampeão alemão e da Copa da Alemanha, mas o técnico holandês não o queria por conta de seu “ímpeto ofensivo”, supostamente. Mas rescindir com o São Paulo após ficar cinco meses treinando afastado, passando os últimos deles impedido até de trabalhar nas dependências do clube, doeu mais no veterano.

“A saída do São Paulo poderia ser tratada de outra forma. Tudo poderia ser conversado, com outro convívio. Não aconteceu, mas não tenho raiva nem rancor de ninguém de lá. Sempre trabalhei e cumpri meus horários e, como jogador, só deveria acatar decisões”, lembrou, recusando-se a dar detalhes sobre a indisciplina apontada pelo clube para explicar seu afastamento.

Em relação ao Bayern, ao menos, Lúcio pode se vingar menos de um ano depois, derrotando o ex-clube na final da Liga dos Campeões da Europa pela Inter de Milão. Embora o zagueiro não enxergue a decisão continental de 2010 dessa forma.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Lúcio foi amparado pelo Palmeiras de Paulo Nobre após ser impedido até de entrar nas dependências são-paulinas
“Aquela final foi um passo importante para mim, os meus companheiros e a Inter, que há 45 anos não conquistava a Champions. Não encarei nem vou encarar como troco ao Bayern, apenas representei bem a minha equipe”, avisou o pentacampeão, avisando que reencontrar o São Paulo em uma decisão não seria um sonho realizado.

“Para mim, é final feliz sempre que o meu time for campeão. Não penso literalmente em jogar a final contra o São Paulo. Procuro primeiro chegar às finais e depois ajudar o meu time a ser campeão”, comentou. “O que aconteceu no passado, fica no passado. Não tem isso de troco no São Paulo”, garantiu Lúcio.

Publicidade

Publicidade


Publicidade


Publicidade


Publicidade

Publicidade