Futebol - ( - Atualizado )

Mano diz que não falou para Pato ficar na área e entende birra da torcida

Marcos Guedes São Paulo (SP)

Alexandre Pato voltou a ser assunto no Corinthians na tarde de terça-feira, fruto de mais uma atuação ruim sem que se fosse assumida a sua responsabilidade por ela. Mano Menezes respondeu várias perguntas sobre o atacante no CT do Parque Ecológico e questionou a argumentação do atleta, que disse ter participado pouco da derrota por 1 a 0 para o São Bernardo porque ficou preso na grande área.

“Nós só temos um centroavante no plantel, e ele se chama Paolo Guerrero. Só a ele é pedido que jogue de centroavante. Fui claro? Só temos um. Então, só peço ao Paolo Guerrero para jogar de centroavante. Para os outros, peço que jogue de atacante, não de centroavante”, afirmou o treinador.

Claramente incomodou o gaúcho o fato de Pato ter reclamado da disposição coletiva do time na derrota de sábado. À sua maneira, ele conseguiu cobrar que assuntos desse tipo sejam discutidos internamente e deixar claro que ficou insatisfeito com a produção do camisa 7. A ponto de concordar com a cobrança da torcida alvinegra, que mais uma vez vaiou o atacante.

Divulgação/Agência Corinthians
Se a chegada de Mano deveria ajudar Pato, o atacante começou o ano bem mal (foto: Daniel Augusto Jr.)
“Existe uma cultura dentro de cada clube. Essa coisa da raça é obviamente forte aqui, é a essência do que o torcedor gosta de ver em campo. Mas não é possível que todo jogador tenha o mesmo tipo de comportamento, até pelas funções em campo”, disse Mano, antes de acrescentar que a disposição não é o único problema.

“O conjunto é o mais importante. E não está tão bom, por isso o torcedor não está dando o aval. Não existe pré-disposição com ninguém. É só aquilo que ele quer ver em campo. A exigência também é do nível do investimento que foi feito. Quando os números são maiores, a expectativa, justamente, é maior”, comentou o treinador.

Diante da insistência no assunto, Mano disse que “o que poderia ter sido abordado externamente já foi abordado”. E concluiu reiterando que eventuais reclamações do atacante de R$ 40 milhões devem ser feitas diretamente ao chefe. “Isso tem que ser abordado internamente. Se eu tiver que falar alguma coisa, vou falar para ele.”

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