Futebol/Copa do Mundo de 2014 - ( - Atualizado )

Marin vê “situação difícil” e admite plano B por atraso na Arena da Baixada

Curitiba (PR)

É real a possiblidade de um dos estádios pré-definidos não ser utilizado na Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Nesta quarta-feira, o presidente da CBF e do Comitê Organizador Local (COL), José Maria Marin, admitiu pela primeira vez que a Arena da Baixada pode ficar de fora do Mundial deste ano. Nesta semana, o estádio paranaense recebeu a visita do secretário geral da Fifa, Jérôme Valcke, e impressionou negativamente o francês, que também ameaçou excluí-lo do principal torneio de futebol do planeta.

Para Marin, os responsáveis pela Arena da Baixada precisam agilizar as obras do estádio, ou então a Fifa poderá elaborar um plano B. “Sei que tivemos vários alertas, vários avisos, e me parece que esses alertas não foram correspondidos com a recuperação do prazo dado pela Fifa. A situação é difícil. Nesse sentido, acredito que os responsáveis pela construção precisam recuperar o tempo perdido ou, pela primeira vez, esteja sendo estudado pela Fifa um plano B. Foi dado um sinal amarelo grande”, declarou nesta quarta-feira, durante coletiva de imprensa na Federação de Futebol do Rio Grande do Norte, em Natal.

Apesar disto, o presidente da CBF demonstrou confiança na entrega do estádio paranaense. O prazo inicial era 31 de dezembro do ano passado, mas a data foi adiada para março de 2014. Porém, Jérôme Valcke visitou as instalações da Arena na última terça-feira e demonstrou tamanha preocupação que sequer arriscou-se a falar em novos prazos. De acordo com Marin, no entanto, o exemplo da Arena Pernambuco, que também tinha situação complicada, mas foi entregue a tempo da disputa da Copa das Confederações, pode ser usado como uma esperança aos paranaenses.

AFP
José Maria Marin admitiu pela primeira vez que a Arena da Baixada pode ficar de fora da Copa do Mundo de 2014

“As nossas empresas (construtoras) têm uma capacidade grande, com prestígio e obras no exterior, para conseguir finalizar os projetos. Em minha primeira reunião na Fifa, Recife estava fora da Copa das Confederações. Pedi a palavra e disse que havia um equívoco. Naquela ocasião, a construtora triplicou o número de trabalhadores e o estádio ficou pronto”, afirmou o mandatário que não pôde participar da visita à Arena da Baixada por ter outros compromissos em São Paulo.

Aproveitando sua passagem pelo Rio Grande do Norte, Marin também falou sobre a Arena das Dunas, na capital potiguar. O estádio, que era um dos que mais preocupava o Comitê Organizador, será entregue ainda nesta quarta-feira com a presença da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e, segundo o presidente da CBF, não será um elefante branco. Para isto, ele usou o exemplo do Estádio Nacional de Brasília, que, apesar da fraqueza do futebol estadual, recebeu algumas partidas do último Campeonato Brasileiro.

“O que dizem de Natal falavam também de Brasília. Do elefante branco nós vamos procurar fazer um elefante de ouro. Quem levou o jogo Flamengo e Santos para Brasília fui eu. Quando todos disseram que Brasília seria um elefante branco eu levei o jogo para lá. Foi um sucesso. Após essa partida, muitas partidas foram disputadas no Mané Garrincha. Mas tudo depende do entendimento com os clubes”, decretou.

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