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Mudanças no Corinthians serão mais de atitude do que de tática, diz beque

Marcos Guedes São Paulo (SP)

Contratado para reacender o Corinthians após um semestre de apatia, Mano Menezes voltou ao clube prometendo mudanças e falou em “sacrificar” a defesa para fazer o estéril ataque funcionar. O zagueiro Paulo André entende que as alterações principais não serão no desenho da equipe.

“O que precisa mudar? Acho que buscar equilíbrio, uma transição mais rápida, um jogo mais vertical, mais ousado, mais corajoso. Talvez seja mais de atitude do que de tática, porque jogadores qualificados nós temos”, afirmou o jogador, que admitiu uma “acomodação natural” do time após várias conquistas.

De acordo com ele, a presença de outro comandante já altera a ordem anímica do grupo. “Somos um elenco de qualidade, apesar do semestre ruim. Agora temos uma nova motivação, um técnico novo, um objetivo novo também. É hora de traçar os objetivos e correr atrás para alcançá-los.”

Discursar cobrando empenho, porém, não é a única estratégia de Mano. O técnico já avisou que mexerá no time, provocando “reações” de quem estava confortável. Para resolver os problemas ofensivos do time, autor de péssimos 27 gols em 38 rodadas no último Campeonato Brasileiro, o novo chefe promete abrir um pouco a boa defesa.

Divulgação/Agência Corinthians
Mano Menezes espera mexer com o ânimo dos jogadores do Corinthians (foto: Daniel Augusto Jr.)
Paulo André, que chegou a dar justamente a sugestão de liberar os atacantes da marcação no ano passado, o segredo é ter um time equilibrado. “No que está funcionando, a gente não mexe. Com o que não está funcionando, nós vamos trabalhar bastante. Vamos ver o que o Mano vai querer em termos de estratégia.”

A defesa, vazada 22 vezes no Nacional, tem funcionado satisfatoriamente, o que, na teoria, mantém Gil e Paulo André seguros como dupla de zaga titular. Cleber, porém, terminou bem o ano e pode ser uma ameaça, algo que deixa o atual dono da quarta zaga atento.

“Nós voltamos do Japão campeões do mundo, no começo do ano passado, com o Chicão machucado. O Gil entrou e não saiu mais. Quem diria que o Chicão sairia? Nada do que você fez lá atrás serve de amparo para continuar na equipe. É preciso mostrar treino a treino, jogo a jogo”, disse o defensor.

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