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Nobre aguarda bom negócio e Kleina já se prepara para saída de Wesley

William Correia São Paulo (SP)

Após perder Henrique, Gilson Kleina já se prepara para ficar sem outro titular absoluto. O Palmeiras não pagou nenhuma das parcelas que deveria na contratação de Wesley, não tem dinheiro para quitar a última nas próximas semanas, foi acionado na Justiça pelo fiador da negociação e, por isso, Paulo Nobre está à espera de alguém que queira levar o volante em troca de um valor interessante.

“O Palmeiras pode negociar qualquer jogador do elenco se aparecer uma proposta boa para ele e para o clube. Da mesma maneira que o Henrique foi negociado, outros podem ser”, disse o presidente, em declaração padronizada para não expor tanto a necessidade de abrir mão de Wesley, mas deixando claro que não é só o alto salário do meio-campista que traz problemas no rombo financeiro do clube.

“Não é só o fator salário, é o fator negócio. Se vier uma proposta interessante, não há como o negócio não acontecer. Temos uma política de teto salarial dentro da política financeira do clube e não vamos vender a alma para ser campeão. Minha gestão não é populista, penso primeiro e sempre na instituição”, continuou Nobre.

O Verdão se comprometeu a pagar ao Werder Bremen, da Alemanha, por Wesley em 2012, mas não teve recursos para arcar com a dívida. O fiador da negociação, então, teve que desembolsar mais de R$ 20 milhões e entrou com ação na Justiça que bloqueia a quantia que o clube receberia nos direitos de transmissão das suas partidas.

Wesley tem vínculo até abril de 2015 e, por isso, ficará livre para assinar pré-contrato a partir de outubro e sair de graça. A diretoria sabe que este é o melhor momento de conseguir algum dinheiro com o volante e Kleina está ciente do assunto, embora deva continuar escalando o jogador enquanto sua saída não se torna iminente.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Volante deve ser negociado para que o clube consiga diminuir a dívida que acumulou para trazê-lo
“No Palmeiras, temos que estar sempre atentos. Não conversei com o Wesley nem com a diretoria, então não sei qual é a verdade. Sempre falo que quero focar no jogo e, se eu sentir que a atenção não está no jogo, é melhor conversar e tirar. Temos que ver em que ponto está a situação e sabemos que a instituição é maior que todos nós”, discursou Kleina.

No meio do problema, Wesley diz só pensar em jogar. “Não sei de nada. Tenho que jogar bola e não estou acompanhando nada, não chegou nada diferente pra mim. Tomara que resolva, porque já considero o Palmeiras a minha casa. Estou feliz aqui, encontrei meu futebol e, a cada dia que passa, estou crescendo”, falou o volante.

Nobre, por sua vez, quebra a cabeça para lidar com mais um problema deixado por seu antecessor, Arnaldo Tirone. “Esportivamente, o Wesley deu bons frutos em campo, mas eu teria feito as partes dos acordos de uma maneira diferente”, comentou o presidente, preocupado com o bloqueio de receitas.

“Em uma situação financeira caótica, qualquer bloqueio de dinheiro é bem complicado. Mas o Palmeiras é muito grande, se reinventou várias vezes em 100 anos e vamos dar solução a mais esse problema. Vamos superar qualquer dificuldade”, apostou o dirigente, que tenta negociar um acordo com o fiador da contratação de Wesley.

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