Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Nobre torce por fim de "número de Judas" e dá camisa 30 a Bruno César

William Correia São Paulo (SP)

Paulo Nobre negou o pedido de Leandro para usar a camisa 7 no centenário e também não deu o número para Bruno César, como se esperava. O meia emprestado pelo Al Ahli, da Arábia Saudita, vestirá a 30, uniforme que ficou marcado por ter sido de Kleber, atacante do Grêmio chamado de “Judas” por palmeirenses.

A esperança do presidente é de que, ao menos, o estigma do número mude. “Quem sabe depois da passagem do Bruno a camisa não passa a ser superquerida? Número quem faz é o jogador e o 30 continua podendo ser muito honrado”, disse o dirigente, chegando a minimizar a raiva que torcedores demonstram com o Gladiador, que teve até lesão contestada e se desentendeu com a comissão técnica até ser negociado em 2011.

“O Kleber teve uma passagem muito feliz em seu início com a camisa 30, sendo um dos ídolos da torcida. Infelizmente, saiu de uma maneira que parte da torcida tem um pouco de ressentimento. Mas que o Bruno tenha o mesmo sucesso que Kleber teve no início”, afirmou Nobre.

Na prática, o presidente não explicou a escolha da camisa 30, mas ficou evidente que a decisão partiu do mandatário. Ao ser questionado sobre o número, Bruno César olhou para Nobre e hesitou em começar a responder.

O meia, que fez na semana passada uma tatuagem da Santa Ceia (quadro que ilustra o momento em que Jesus Cristo anuncia que será traído por Judas) no antebraço esquerdo ficou surpreso pela comparação feita a Kleber logo na sua apresentação.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Meia acaba de fazer tatuagem da Santa Ceia no braço e se assustou ao saber que usará "camisa de Judas"
“Nem fazia ideia que o Kleber tinha vestido essa camisa. O número era uma das opções que tinha, e não tinham tantas assim. E número não tem tanta importância assim, o importante é estar entre os 11”, falou Bruno César, escolhendo palavras até ser interrompido para Nobre iniciar discurso para desconversar a escolha do número.

Por enquanto, não há indícios do que ocorrerá no centenário com as camisas 2, 7 e 9, todas ainda sem dono. A diretoria não fala publicamente nem sobre a intenção de contratar algum nome para qualquer posição e Gilson Kleina, por enquanto, só cobrou a vinda de um lateral direito.

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