Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Oswaldo elogia ‘quadrado’, mas admite perder Cícero ou Montillo

Santos (SP)

Oswaldo de Oliveira comandou, na manhã desta sexta-feira, o seu primeiro treinamento à frente do Santos. Ativo, o treinador gesticulou, orientou e, em alguns momentos, até gritou com os jogadores durante a atividade com bola. No entanto, após o fim dos trabalhos, o novo comandante alvinegro rasgou elogios ao novo ataque da equipe, formado pelo ‘quadrado’ entre Cícero, Montillo, Thiago Ribeiro e Leandro Damião, e lamentou a possibilidade de perder algum deles neste mercado de transferências.

Cícero e Montillo estão sendo muito cotados para deixar o Peixe. O primeiro, artilheiro da equipe no Brasileiro do ano passado, tem sido assediado pelo Fluminense. Já o argentino, um dos únicos meias criativos do elenco alvinegro, pode pintar no Shandong Luneng, da China. Recentemente, o presidente santista em exercício, Odílio Rodrigues, reafirmou o desejo de segurar os dois atletas, mas deixou claro que são as “leis de mercado” que definirão o futuro de possíveis negociações.

Em entrevista ao Arena Sportv nesta sexta, Oswaldo exaltou o trabalho realizado pelos seus quatro jogadores ofensivos no treinamento da manhã, mas admitiu a preocupação em perder algum deles até o fim de janeiro. O treinador disse que o futuro dos atletas não depende da vontade dele ou do próprio clube.

Divulgação/Santos FC
Recém-chegado, Oswaldo de Oliveira já se preocupa com a possibilidade de perder jogadores importantes

“O futebol é um grande balcão de negócios. Atualmente, existem forças que interferem na composição de um elenco, algo que tempos atrás não acontecia. São empresários que definem o futuro dos atletas”, declarou. “Hoje (sexta) eu utilizei o quarteto com Cícero, Montillo, Thiago Ribeiro e Damião, e eles fizeram um trabalho espetacular. Mas eu tenho que estar preparado para estas oportunidades que podem acontecer e às quais gostaria de afastar”, disse em referência à possível saída de um deles.

“Eu tenho que estar com esses ingredientes na mão, mas também consciente de que futuramente eu posso perder um deles. Isto é uma coisa que não depende de mim, nem do clube. É do futebol atual”, acrescentou Oswaldo, já lamentando a possibilidade de desfazer o quarteto antes mesmo de ele entrar em campo.

Para exemplificar esta nova prática do futebol, o treinador utilizou o garoto Neílton. “Do meu ponto de vista, se eu pudesse, teria mantido o Neílton, porque é um jogador que me agrada. No ano passado, ele entrou em um jogo contra o Botafogo e deu outra cor à partida. Eu até conversei com ele há dois ou três dias, tentando convencê-lo a permanecer, mas ele teve outra força, não minha nem do clube, mas dele ou de outras pessoas, para sair do clube e procurar outro caminho”, finalizou Oswaldo, já revelando que o jovem de 19 anos não renovará o seu contrato com o Peixe.

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