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Palmeiras prioriza busca por patrocínio sem definir alvo nem prazo

William Correia São Paulo (SP)

Além de concretizar a chegada de mais reforços, o Palmeiras tem como ambição e prioridade conseguir um patrocinador para sua camisa na temporada em que completa 100 anos de fundação. Convencer uma empresa a estampar sua marca no uniforme alviverde com valores aceitáveis seria algo inédito para o atual departamento de marketing. Por isso, não há nenhum alvo definido.

“Lutamos todos os dias. Não dou prazo, mas todos os dias falamos com uma empresa diferente”, disse o diretor executivo José Carlos Brunoro, também responsável por este setor e mostrando cansaço diante das críticas.

Desde junho, com exceção de ações pontuais da Allianz, que batizará o reformado Palestra Itália, e da Academia Store, rede de lojas oficias do clube, o Verdão tem usado os espaços vazios em sua camisa para divulgar o seu plano de sócio-torcedor. A ineficiência na caça a um patrocinador é uma das principais críticas de conselheiros à atual diretoria.

Desde que acabou o contrato do banco BMG para aparecer nas mangas, em junho, e do fim do acordo com a Kia, que pagou menos do que em 2012 para aparecer entre janeiro e maio no peito e nas costas, o Palmeiras só conta com a Tim nos números da camisa, como é comum nos grandes clubes brasileiros.

O clube chegou a estar perto da Mercedes-Benz e, recentemente, teve grande expectativa de fechar com a Caixa Econômica Federal. As duas chegaram a ver como ficariam seus logos na camisa, mas não fecharam negócio, como nenhuma outra marca procurada ou que procurou o Verdão.

Djalma Vassão/Gazeta Press
O diretor executivo José Carlos Brunoro e o presidente Paulo Nobre não conseguiram nenhum patrocínio fixo até agora
Os membros do departamento de marketing escolhidos pelo presidente Paulo Nobre sempre justificaram a falta de patrocínio argumentando que os orçamentos das grandes empresas são concluídos em setembro ou outubro do ano anterior. Como a desculpa já não serve mais, a justificativa agora é de que o Palmeiras não pode se contentar com pouco.

“Não queremos colocar a camisa do Palmeiras no varejo, aceitando qualquer proposta”, disse Brunoro. A previsão de receber R$ 30 milhões anuais pelo patrocínio, porém, já se reduziu para cerca de R$ 20 milhões. Mesmo assim, existe a chance de o clube começar o ano de seu centenário – a estreia ocorre no dia 19, contra o Linense, pelo Paulista – sem nenhuma marca pagando para aparecer no seu uniforme.

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