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Palmeirense na infância, Diogo avisa: “Não chego para ser mais um”

William Correia São Paulo (SP)

Principal reforço entre os três anunciados oficialmente pela diretoria até agora, Diogo não quer assumir papel de coadjuvante no centenário palmeirense. Embora com a camisa 17, já que a 7 segue à espera da renovação de Leandro ou de outro nome, o ex-jogador da Portuguesa diz que torceu pelo Verdão na infância e, por isso, está disposto a se colocar como um dos destaques.

“Não vim para ser mais um. Vim para respeitar o espaço de cada um e mostrar o meu valor também. Quero jogar como na Portuguesa tanto antes de ser vendido como no ano passado e da mesma forma pela qual me tornei ídolo no Olympiacos jogando grandes campeonatos como a Champions”, apontou.

O atacante até titubeou, mas ressaltou que era palmeirense, apesar de sempre lembrar da Lusa, onde se tornou profissional. “Tenho uma identificação muito grande com a Portuguesa, não tem como esconder. Mas, na infância, eu era palmeirense. Deve ter até foto minha com a camisa do Palmeiras no álbum da minha avó. Meus familiares são palmeirense, tenho um tio fanático pelo Palmeiras.”

Com o estímulo de vestir a mesma camisa que usou quando era criança, Diogo quer provar que não é uma promessa frustrada. Apontado como um dos principais nomes do futuro do futebol brasileiro, Diogo foi a venda mais cara da história da Portuguesa ao ser vendido em 2008 por 9 milhões de euros para o Olympiacos. Chegou a se destacar na Grécia, mas, desde 2010, foi discreto em todos os clubes que passou até voltar ao Canindé no ano passado.

Gazeta Press
Diogo assinou por um ano disposto a apagar Santos e Fla (Crédito da foto: Reginaldo Castro/Gazeta Press)
“No Flamengo, cheguei em um tempo muito conturbado, com a saída do Adriano e o caso Bruno. Foram os piores seis meses da minha carreira. No Santos, foi mais falta de sorte. Comecei jogando bem, disputando os primeiros jogos do Paulistão e da Libertadores, mas tive uma lesão muito séria, sem jogar por quase quatro meses e acabei perdendo espaço porque o time embalou de vez”, justificou o jogador que, mesmo quase imperceptível, tem no currículo o Paulista e a Libertadores de 2011 pelo Santos.

O jogador até fica bravo com as contestações ao seu futebol. “Parece que tenho 35 anos. Sou jovem ainda, tem muita coisa para acontecer na vida e no futebol. É mais uma grande oportunidade, estou muito feliz e contente mesmo de estar aqui no ano do centenário do clube, mas não é a minha última em um time grande. Parece que querem encerrar a minha carreira”, reclamou.

O palmeirense de infância só quer fazer a festa pessoal e coletiva no centenário alviverde. “Estou trabalhando muito forte na pré-temporada para fazer um bom ano mesmo, sem lesões. Mostrando o mesmo futebol do ano passado, acredito muito que será um ano de consolidação”, apostou.

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