Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Pereira acata sugestão do pai ao acertar com “maior clube do mundo”

Helder Júnior São Paulo (SP)

O uruguaio Álvaro Pereira vestiu vagarosamente a camisa 6 do São Paulo que recebeu das mãos do vice-presidente de futebol João Paulo de Jesus Lopes nesta quinta-feira, no Morumbi. “Isso, bem devagar”, agradeciam os fotógrafos que registravam a apresentação do reforço. O jogador completou: “E com muita vontade!”. Depois, já uniformizado, comemorou a sua transferência de punhos cerrados, tentando imitar um gesto que viu em torcedores brasileiros.

A vontade de Álvaro Pereira de defender o São Paulo é antiga. Começou de forma curiosa, como ele mesmo reconheceu. Quando estava voltando de Santiago para Milão (onde jogava pela Internazionale, que o emprestou ao time do Morumbi por um ano e meio) após atuar pela seleção uruguaia, o lateral esquerdo foi obrigado a trocar de avião e embarcar em um voo com escala em São Paulo. Na ocasião, o seu pai perguntou: “Você não gostaria de jogar no São Paulo um dia?”.

“Depois disso, fiquei pensando bastante. Eu olhava a cidade da janela do avião... A partir daí, comecei a analisar o São Paulo, a ver os jogos com frequência. Quando chegou a proposta, conversei com o Diego (Lugano, zagueiro que virou ídolo do clube) e deu tudo certinho”, contou, lembrando de uma das partidas a que assistiu. “Fiquei surpreendido com o Morumbi quando o time ganhou a Sul-americana (em 2012). O São Paulo tem tudo. É o maior clube do mundo. Não deve nada a nenhuma equipe da Europa.”

Fernando Dantas/Gazeta Press
Mais um uruguaio no São Paulo, Álvaro Pereira sorriu de orelha a orelha ao concretizar um antigo sonho
Com um discurso tão apaixonado, Álvaro Pereira começou bem o “bonito desafio”, como definiu, de repetir o sucesso de seus compatriotas Lugano, Darío Pereyra, Pablo Forlán e Pedro Rocha no São Paulo. O jogador prometeu ainda ser mais um exemplo de uruguaio com raça, porém não necessariamente violento. “Também sabemos jogar bola”, brincou, em bom português, aprendido nos anos em que estava no Porto. “Aqui, ficarei mais à vontade ainda. O São Paulo é o clube mais uruguaio fora do Uruguai. Fizeram até uma camisa celeste comemorativa, o que mexeu muito comigo. Quero deixar tudo em campo por esse time.”

O novo uruguaio do São Paulo não titubeou nem quando lhe pediram mais amostras de seu conhecimento sobre o clube que cativou o seu pai. “O tricampeão mundial? Com Libertadores, dois Sul-almericanos, Paulistas, Brasileiros... O que você quer mais?”, sorriu. Apesar de só ter vencido uma Copa Sul-americana, o novo time de Álvaro Pereira também tem como conquista o título da Copa Conmebol de 1994, que deu origem ao torneio continental.

Disposto a aumentar os troféus da galeria do Morumbi, o lateral esquerdo só não faz média com a torcida na hora de falar da rivalidade com Corinthians, Palmeiras e Santos. “Você quer briga para mim?”, perguntou, bem-humorado. “Tenho que pensar só no São Paulo por enquanto. O dia de jogar aqui finalmente chegou. Tomara que dê tudo certo.”

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