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Por gols, Mano Menezes reforça armação e deixa atacantes mais soltos

Marcos Guedes São Paulo (SP)

Mano Menezes tem certeza de que o Corinthians “vai mudar o histórico” de poucos gols exibido na última temporada. No primeiro compromisso da temporada – a vitória por 2 a 1 sobre a Portuguesa, com algumas boas oportunidades perdidas –, ficou mais claro como o novo técnico pretende fazer isso.

“Eu propus uma modificação: tirar um homem de ataque, com mais característica de atacante, para colocar um meia. É mais fácil fazer um meia virar atacante do que fazer um atacante virar um meia. A equipe produziu bem. Vamos mantendo algumas coisas para estabelecer um parâmetro confiável”, afirmou o gaúcho.

No lugar do 4-2-3-1 de Tite, com um posicionamento rígido dos atletas, Mano adotou uma formação com uma maleabilidade maior. Danilo, aberto pela esquerda, e Guerrero, referência na área, foram os jogadores de frente mais fixos, com maior liberdade para os demais.

Divulgação/Agência Corinthians
Romarinho não precisa mais acompanhar o lateral esquerdo adversário em todas (foto: Daniel Augusto Jr.)
Em vez de jogar aberto pela direita, acompanhando a todo momento o lateral esquerdo adversário, Romarinho ficou livre para circular em torno de Guerrero. Por vezes, ele voltava para fazer a marcação na direita, mas a incumbência era dividida com Rodriguinho e até Guerrero – ou, comumente, ninguém.

“Não precisa ficar preocupado com o retorno defensivo toda hora. São dez jogadores de linha. Se um está fora do lugar, são mais nove para recompor. Só que a equipe tem que estar mais atenta. É um sistema que exige mais percepção e mais concentração dos jogadores”, explicou Mano.

É bem diferente do que fazia Romarinho até dezembro. “Quando você define uma função, o jogador faz aquela função e diz: ‘Já fiz a minha, tudo bem’. Com um sistema de variação maior, ele precisa ficar atento e fazer mais de uma função, fazer uma função que às vezes não é de sua preferência. Mas tem de estar comprometido para funcionar.”

Segundo Mano, a liberdade dada aos dois homens mais avançados configura um 4-4-2, algo que ele fez questão de ressaltar para estabelecer uma diferença em relação ao 4-2-3-1 de Tite. “É sair um pouco do jeito que estava, muito definido. É natural, porque foi muito ganhador assim e fica muito marcado.”

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