Futebol/Copa 2014 - ( )

Prefeitura cede instalações para amenizar gastos extras da abertura

Luiz Ricardo Fini São Paulo (SP)

Os gastos extras para a organização da abertura da Copa do Mundo em São Paulo devem ser divididos entre iniciativa privada e a administração da Arena Corinthians. A Prefeitura da capital também se comprometeu a colaborar cedendo instalações próximas ao estádio.

“Cada um vai cumprir o que está no contrato. Estamos compartilhando para diminuir a necessidade de contar com estruturas temporárias. Por exemplo, fizemos um convênio com o Shopping Itaquera para estacionamento. Vamos usar áreas da Prefeitura do entorno também para isso. É uma coisa normal de se fazer. A Fatec e a Etec serão ainda centros de voluntariado. São estruturas compartilhadas para minimizar os custos que seriam só para a Copa”, explicou a vice-prefeita paulistana, Nádia Campeão.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Abertura da Copa do Mundo na Arena Corinthians terá gastos extras, que devem ser divididos
No entanto, o governo municipal não pretende gastar a mais com a organização da abertura do Mundial. A adaptação da Arena Corinthians para receber os quatro mil jornalistas esperados para o jogo inaugural terá um custo extra para o próprio Timão, segundo a vice-prefeita.

“Este custo está contido no estádio, para ficar em condições de receber a abertura e os jogos da Copa. Este é o compromisso da Arena Corinthians. Os CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento) são para o estádio ficar apto a receber a abertura”, afirmou Campeão, citando os incentivos de R$ 350 milhões destinados pela Prefeitura ao estádio e que só poderão ser recebidos depois da realização da Copa.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o custo total para as estruturas complementares na abertura será de R$ 70 milhões, ainda sem a certeza de quem arcará com os valores. Dentre as instalações específicas para a abertura estão os dois setores temporários de arquibancada, que serão construídos atrás dos gols. De acordo com o secretário de Planejamento e Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Julio Semeghini, o gasto foi assumido pela iniciativa privada.

“Quem está coordenando isso é a Ambev, sendo que há três ou quatro empresas participando e mais uma ou duas fechando. Não sei o valor exato. Ela deve anunciar nos próximos dias”, explicou o secretário. O planejamento é que o estádio alvinegro esteja pronto até 15 de abril, tendo tempo suficiente para passar por três testes antes do Mundial.

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