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Restos mortais de Eusébio serão levados ao Panteão Nacional português

Lisboa (Portugal)

Falecido na madrugada do último domingo, o ex-atacante Eusébio, um dos maiores nomes da história do futebol português, terá os restos mortais enviados ao Panteão Nacional do país ibérico daqui a um ano. A homenagem será feita graças a um acordo firmado entre os líderes dos principais partidos políticos de Portugal, segundo a imprensa local.

Ainda não foram divulgados, no entanto, detalhes do transporte dos restos mortais entre o cemitério do Lumiar, onde Eusébio foi enterrado, e o Panteão Nacional. O monumento abriga antigos presidentes, escritores e músicos portugueses. A homenagem ao ex-jogador deverá custar cerca de 50 mil euros (R$ 161,6 mil), que serão divididos entre algumas entidades.

O Pantera Negra, como ficou conhecido Eusébio, deverá receber uma homenagem da Fifa durante a entrega do Prêmio Bola de Ouro, na próxima segunda-feira. A Federação Portuguesa de Futebol determinou que todas as equipes façam um minuto de aplausos na memória do atleta na rodada deste fim de semana e o Benfica, clube por que o ex-jogador se consagrou, erguerá uma estátua no Estádio da Luz.

Nascido em 25 de janeiro de 1942, Eusébio da Silva Ferreira começou a carreira no Sporting Lourenço Marques, na metade final da década de 1950. O moçambicano foi contratado pelo Benfica no final de 1960 e se tornou o maior artilheiro da história do clube, marcando 727 gols em 715 partidas durante as 15 temporadas que atuou na equipe lisboeta.

AFP
Morte de Eusébio comoveu os portugueses, que homenagearam o ex-atacante com faixas e mensagens
Com a camisa das Águias, Eusébio conquistou 11 Campeonatos Portugueseses (1960-61, 1962-63, 1963-64, 1964-65, 1966-67, 1967-68, 1968-69, 1970-1971, 1971-72, 1972-73 e 1974-75), cinco Taças de Portugal (1961-62, 1963-64, 1968-69, 1969-70 e 1971-72) e uma Taça dos Campeões Europeus (atual Liga dos Campeões) em 1961-62, sobre o Real Madrid de Ferenc Puskás, além de ter sido três vezes vice-campeão europeu (1962-1963, 1964-65 e 1967-68).

Considerado um dos maiores jogadores da história do futebol mundial, o ídolo português chegou ao auge na Copa do Mundo de 1966, disputada na Inglaterra. Ao marcar nove gols em seis jogos, Eusébio levou Portugal ao terceiro lugar e foi considerado o melhor jogador do torneio. Na ocasião, a equipe lusa sofreu apenas uma derrota, justamente para a Inglaterra, na semifinal. A anfitriã que se tornaria campeã sobre a Alemanha Ocidental.

Naquela Copa, Eusébio foi o grande carrasco da Seleção Brasileira. Em jogo disputado na cidade de Liverpool, marcou o segundo e o terceiro gol da vitória portuguesa sobre a equipe canarinho por 3 a 1. A derrota dos comandados de Vicente Feola resultou na eliminação do torneio ainda na primeira fase, frustrando os torcedores que esperavam uma boa campanha da seleção bicampeã mundial nos dois mundiais anteriores.

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