Futebol/Mercado - ( - Atualizado )

Sem acerto salarial, Palmeiras já admite perder Leandro para Santos

William Correia São Paulo (SP)

Desde fevereiro, quando acertou sua contratação, o Palmeiras tinha o direito de exercer unilateralmente e sem custos o reempréstimo de Leandro até dezembro de 2014, precisando apenas negociar seu salário. As conversas, contudo, se arrastaram tanto que o artilheiro do time no ano passado não se apresentou com o elenco nesta sexta-feira porque não tem contrato e a diretoria já admite perdê-lo para o Santos.

O diretor executivo José Carlos Brunoro não descartou a possibilidade de ver o atacante em outro time que tenha condições de pagar os 5 milhões de euros (cerca de R$ 16 milhões) exigidos pelo Grêmio para comprar o jogador. Os rumores são de que um grupo de investimentos pode desembolsar esse valor para colocá-lo no Peixe.

“Temos a prioridade de compra. Mas, se não a exercermos, o Leandro pode ser vendido. Se houver uma compra efetivamente, não cobramos e ele pode sair”, admitiu Brunoro, que, por enquanto, só garantiu mais um ano de empréstimo com o Grêmio, mas está longe de acordo salarial. O próprio clube gaúcho pode reintegrá-lo caso não ocorra acerto.

“Já exercemos o empréstimo, agora falta negociar o salário. Só podemos perdê-lo se não acertamos o contrato do jogador ou se vier uma proposta de compra nesta janela de transferências”, disse o dirigente, apontando o próximo dia 31 como limite para acertar com o jogador.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Embora palmeirense, Leandro tem pedido salário além do que o clube quer pagar e pode acertar com um rival
Leandro, de 20 anos, com dois jogos e um gol pela Seleção Brasileira no ano passado, não aceita mais receber nem perto de cerca de R$ 50 mil, seu salário em 2013, quando balançou as redes 19 vezes pelo Verdão. Embora palmeirense, o atacante, através de seu empresário, chegou a pedir R$ 300 mil mensais e, agora, não se mostra disposto a ganhar menos do que R$ 200 mil.

Em dezembro, Brunoro até foi a Porto Alegre apostando na ajuda de investidores para convencer o Grêmio a aceitar menos do que R$ 16 milhões e, com a compra, oferecer a Leandro um salário maior em cinco anos de contrato. Não teve sucesso e, agora, se mostra menos otimista. “É uma negociação interna e só posso falar que estamos procurando a melhor situação possível”, limitou-se a dizer.

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