Futebol/Copa do Nordeste - ( - Atualizado )

STJD interdita estádio Almeidão após briga na Copa do Nordeste

João Pessoa (PB)

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) anunciou nesta sexta-feira a interdição do estádio José Américo Almeida Filho, o Almeidão, em João Pessoa (PB). A decisão foi tomada pelo presidente do tribunal, Flávio Zveiter, que também solicitou inquérito para apurar a responsabilidade da Federação Paraibana de Futebol (FPF) e Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na briga entre torcedores de Sport e Botafogo-PB, no último domingo.

Mesmo em obras, o Almeidão foi o palco da partida entre os dois times, válido pela Copa do Nordeste. Mesmo com apenas 8 mil torcedores liberados, menos que 20% da capacidade total (42 mil), as duas torcidas entraram em conflito no segundo tempo do jogo. Entulhos do estádio foram utilizados no confronto.

A Polícia Militar, que emitiu laudo antes do jogo afirmando que o estádio não tinha condições de receber o evento, foi obrigada a intervir com spray de pimenta. O efeito do gás foi sentido dentro de campo pelos jogadores, paralisando a partida por alguns minutos.

A interdição do Almeidão foi solicitada na quarta-feira pelo procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, que também cobrou os responsáveis pela liberação do estádio sem a autorização prévia das autoridades locais. Em seu pedido, Schmitt ressalta que deve ser apurada a responsabilidade da CBF no caso. Tanto a FPF quanto a maior entidade do futebol brasileiro foram denunciadas com base no artigo 191 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de punições relativas à administração desportiva e prevê multas que variam de R$ 100 a R$ 100 mil, além de suspensão ou advertência.

Nesta semana, Sport e Botafogo-PB já haviam sido denunciados por conta da briga entre suas torcidas. Se condenados, cada um pode pegar até dez partidas com portões fechados, além de pagamento de multa. O árbitro da partida, árbitro Wagner Nascimento Guimarães, bem como a delegada Maria do Socorro Leite, também foram denunciados pelo procurador Gustavo Normanton Delbin.

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