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Técnico justifica dispensa de Brown e elogia estreia de sucessor

Bruno Ceccon São Paulo (SP)

Do banco de reservas, o técnico Betão viu o Palmeiras/Meltex vencer o Paschoalotto/Bauru no primeiro jogo do time após a dispensa de Caleb Brown. Satisfeito com a estreia do armador argentino Maximiliano Stanic no NBB, o treinador justificou a rescisão de contrato do norte-americano.

“O Caleb saiu por uma questão tática. Junto com a diretoria, buscamos a qualidade que estava faltando na armação. Como não tínhamos a opção de contratar um atleta brasileiro com esse perfil, algum estrangeiro precisava sair. Por isso decidimos fazer a mudança”, disse Betão.

Para respeitar o limite de três estrangeiros na equipe, o Palmeiras, que manteve os norte-americanos Tyrone e Wiggins, trocou Brown pelo argentino Maximiliano Stanic. Com passagem pela Europa, o experiente jogador de 35 anos tem um estilo de armação mais clássico.

“O Brown joga na posição 2, mas é muito baixo”, disse Betão, procurando encerrar o assunto. “A opção foi feita e não quero mais falar disso, porque já gerou todo o problema que tinha que gerar. Alguns torcedores não entenderam, mas quem acompanhou o jogo de hoje entendeu”, declarou.

Contratado em 2011, Brown participou da caminhada do Palmeiras rumo ao NBB e deixou o clube após 120 partidas (1.173 pontos) - havia uma foto gigante do jogador no ginásio, já retirada. Procurado pela Gazeta Esportiva, o norte-americano, um dos mais queridos pela torcida, preferiu não se manifestar por enquanto, mas usou o perfil no Twitter para desabafar.

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O técnico Betão resolveu dispensar o armador norte-americano Caleb Brown no Palmeiras. Foto: Léo Pinheiro
“Trabalhei duro, respeitei todo o mundo e tentei fazer o que o técnico queria na quadra. Fiz minha parte e estou em paz. Queria ficar e continuar jogando. Foi o técnico que me mandou embora. Não entendi, mas estou bem e vou continuar torcendo pelo Palmeiras”, escreveu Brown, que costumava ser protagonista das partidas.

Com passagem por clubes de Espanha, Itália e França, Maxi Stanic, ex-jogador da seleção argentina, estava no Obras Sanitárias antes de fechar com o Palmeiras e já vestiu a camisa do Boca Juniors. Contra o Bauru, ele terminou com cinco pontos, dois rebotes e seis assistências.

“Já conhecíamos a carreira do Maxi e tudo que construiu na Europa. Quando soubemos que estava disponível, foi a melhor alternativa. Ele tem uma qualidade extraordinária para comandar o time. Com mais ritmo de jogo e entrosamento, esperamos que melhore”, disse Betão.

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Dispensado, armador Caleb Brown usou seu perfil no Twitter para se manifestar e preferiu não conceder entrevista

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