Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Trocado por Sandro Meira Ricci, Seneme nega decepção por ausência

Bruno Oliveira, especial para a GE.NET São Paulo (SP)

Um dos principais árbitros brasileiros nas últimas décadas, Wilson Luiz Seneme passou perto de realizar grande feito em sua carreira ao ser indicado pelo Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) para trabalhar na Copa do Mundo de 2014. Entretanto, o paulista acabou surpreendido e, aos 43 anos, viu passar sua última oportunidade de fazer parte da competição mais importante do esporte internacional e foi substituído por Sandro Meira Ricci, que formara trio com Marcelo Van Gasse e Emerson Augusto de Carvalho.

Previamente selecionado pela entidade continental, Seneme acabou de fora da Copa do Mundo por não cumprir todos os requisitos físicos exigidos pela Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa). Experiente, o árbitro não terá chance de participar do torneio em 2018, no Catar, já que terá ultrapassado os 45 anos, sendo este o limite imposto pela administradora do futebol mundial. No entanto, o paulista nega estar decepcionado.

“Fui o árbitro indicado e iniciei em 2012 o processo para representar o Brasil na Copa. Devido a problemas físicos, principalmente uma lesão severa no joelho esquerdo, acabei limitado nesse treinamento que a Fifa exige. Quando eu sai do processo, apareceu o Sandro, que tem um bom condicionamento. Não fiquei decepcionado, porque sabia dos limites do meu corpo após três cirurgias. Reconhecia a dificuldade que seria estar em uma Copa do Mundo e sou consciente de até onde posso ir”, afirmou.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Com problemas no menisco do joelho esquerdo, Seneme realizou três cirurgias desde 2000

Nas últimas três edições da Copa do Mundo, o País foi representado pelo gaúcho Carlos Eugênio Simon como árbitro principal. Leandro Vuaden, também do Rio Grande do Sul, era o segundo da lista de indicados e quase sucedeu Simon, mas, assim como Seneme, falhou nos testes físicos. Com isto, Sandro Meira Ricci, que atingiu o auge de sua carreira na última temporada ao comandar o duelo entre Bayern de Munique e Raja Casablanca, em partida válida pela final do Mundial de Clubes, foi apontado como representante nacional.

“O Sandro é um cara altamente capacitado e torcerei muito para que faça grandes jogos. Quem sabe, se o Brasil não estiver na final, não surja a oportunidade de ele trabalhar na decisão”, completou o profissional de São Paulo.

Além de Sandro Meira Ricci, o País terá os paulistas Marcelo Van Gasse e Emerson Augusto de Carvalho trabalhando no torneio intercontinental, cumprindo função de assistentes. O primeiro, inclusive, estava na lista de reservas e substituiu o baiano Alessandro Álvaro Rocha Mattos. O aspecto físico foi fator primordial para as escolhas feitas pela Fifa.

“A intenção da Fifa é muito boa, porque quer exigir o melhor de nós em todos os quesitos. No entanto, na prática, isso fez o árbitro ter uma preocupação excessiva com seu condicionamento físico e dar menos importância aos seus erros e acertos. É algo que precisa ser revisto, pois hoje vemos profissionais que deixam os conceitos um pouco de lado”, encerrou Seneme.

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