Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Verdão discute "bicho" em reunião de 40 minutos na véspera da estreia

William Correia São Paulo (SP)

Após dez dias de concentração em Itu, o Palmeiras só foi discutir a premiação por vitórias e metas no Campeonato Paulista na véspera da estreia, primeiro jogo do clube no ano de seu centenário. Nesta sexta-feira, antes do treino na Academia de Futebol, houve uma reunião de 40 minutos no campo para discutir o assunto entre elenco, comissão técnica e o gerente de futebol Omar Feitosa.

A longa conversa teve atuação destacada de Fernando Prass, que se levantou e gesticulou bastante. O goleiro é um dos líderes do grupo e também um dos principais nomes na formação do Bom Senso FC, reunião de atletas de clubes das quatro divisões do Campeonato Brasileiro que pedem mudanças no futebol do País.

Causou estranheza no clube o fato de a discussão ter ocorrido um dia antes da primeira rodada do Paulista, contra o Linense, no Pacaembu, neste sábado. A diretoria não aproveitou os dez dias de concentração em Itu para resolver o assunto, como preferiam os jogadores. Líderes do grupo demonstram compreensão com a difícil situação financeira do clube, mas não gostariam de debater o caso na véspera da estreia.

A premiação distribuída a cada jogo não é grande na administração de Paulo Nobre. O próprio presidente já admitiu que o “bicho”, como é conhecido esse bônus, de alguns adversários na Série B eram maiores do que o oferecido pelo Verdão. Na competição, o clube só pagava o prêmio em caso de vitória em casa ou empate e vitória como visitante.

Em compensação, na conquista do acesso e do título, o valor pago era mais de três vezes maior. Foi com essa ideia que a diretoria resolveu apostar nos contratos de produtividade, com salários menores e prêmios maiores à medida que metas forem atingidas.

Fernando Dantas/Gazeta Press
O gerente de futebol Omar Feitosa representou a diretoria na tardia reunião para definir prêmios no Paulista
Em sua entrevista coletiva, logo após o treino, Gilson Kleina tentou desconversar e não se alongou sobre a reunião ocorrida no gramado, à distância dos jornalistas para que nada pudesse ser ouvido, sem nem falar sobre “bicho”. “Foram conversas burocráticas que precisávamos ter com a diretoria, colocando pontos e coisas que precisam ficar bem definidas antes da concentração.”

Em relação a compromisso financeiro, a diretoria conta com a confiança dos jogadores. No ano passado, foi quitada a dívida de dois meses de direito de imagem (maior parte do salário da maioria do elenco e da comissão técnica) deixada por Arnaldo Tirone, antecessor de Nobre, e, recentemente, o zagueiro Henrique, capitão e um dos líderes do elenco, recebeu cerca de R$ 1 milhão que o clube lhe devia desde 2012.

Na tentativa de minimizar a discussão, o técnico lembrou que a reunião também serviu para que fossem apresentados os profissionais responsáveis pela TV Palmeiras, ação de marketing que será adotada pelo clube com executivos que faziam a mesma função no Santos. “Foi apresentada a TV Palmeiras com quesitos importantes e o objetivo de exposição na mídia. Como ficamos todo esse tempo em Itu, não tivemos condição de ter essa apresentação antes”, disse Kleina.

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