Futebol/Bastidores - ( )

Vice-campeão da Libertadores, Cadu alerta para pressão e violência

Rio de Janeiro (RJ)

Com apenas 20 anos, o meia Carlos Eduardo conquistou o vice-campeonato da Taça Libertadores da América, defendendo o Grêmio, em 2007. Hoje no Flamengo, o armador terá mais uma oportunidade de disputar a competição de maior importância entre os clubes da América do Sul. Mais experiente e rodado, o jogador alertou o elenco rubro-negro para a pressão e violência dos adversários, e fez questão de expor a confiança em chegar à decisão do torneio pela segunda vez na carreira.

“Já joguei uma Libertadores e sei como é. Atuei todas as partidas como titular, além da final, contra o Boca Juniors. É uma competição difícil. Há campos ruins, estádios péssimos e a pressão é muito grande. Os caras batem e o juiz deixa rolar. Na Europa passei pela mesma dificuldade. Mas o Flamengo é um grande clube e tem tudo para chegar ao título”, ressaltou, em entrevista à Rádio Globo.

Adiante, o meia reconheceu a má fase que viveu no elenco da Gávea, entendendo a decepção dos torcedores que esperavam atuações de mais destaque, e encarou com normalidade o fato do clube rubro-negro procurar novas alternativas para o meio de campo. Mais precisamente, um camisa 10: “O Flamengo tem que contratar jogadores de qualidade. Eles me contrataram, talvez, esperando um pouquinho mais de mim, mas não fui muito bem, infelizmente. Porém, na reta final, consegui ajudar a equipe. Vejo com normalidade a procura por mais jogadores que atuem na meia, assim como eu. Todos atletas vêm aqui para brigar por espaço. Libertadores não é brincadeira. Então, se eu ficar, ajudarei o Flamengo até o final”, sintetizou.

Apesar de não se firmar no elenco de Jayme de Almeida, Carlos Eduardo apontou seu momento mais produtivo defendendo o clube carioca: “A melhor fase foi agora no final, que a gente foi campeão e a torcida gritou meu nome. Minha família gostou de ver, eles também passaram por momentos ruins, já que os piores momentos foram muitos. Passei o ano sendo vaiado em todos os jogos, praticamente. Mas mesmo assim, consegui jogar e nunca me abati em campo, sempre levantando a cabeça. Talvez, se fosse um jovem, a bola ia queimar. Comigo não queimou. Continuei jogando normalmente e dando o máximo”, declarou.

Por fim, o jogador recordou sua passagem no exterior para expor a mudança em seu estilo de jogo característico, antes conhecido pela agudeza e rapidez das jogadas: “Eu era um jogador de muita dinamicidade, mas perdi velocidade e confiança. Demorei para entrar no eixo aqui no Flamengo, mas melhorei aos pouquinhos. Fui importante para o grupo, mas sei que posso render mais. Hoje sou um jogador de dois toques na bola, não procuro contato, porque ainda não tenho total confiança. A torcida pegou no meu pé talvez por causa disso também. Às vezes pego a bola e toco para o lado para dar uma cadenciada”, explicou Cadu, que sofreu uma grave lesão no joelho quando defendeu o Rubin Kazan.

O Flamengo estreia na Taça Libertadores da América no dia 12 de fevereiro, às 22 horas (de Brasília), diante do León-MEX, no estádio Nou Camp. Além da equipe mexicana, os comandados de Jayme de Almeida medirão forças com Emelec-EQU e Bolívar-BOL.

Publicidade

Publicidade


Publicidade


Publicidade


Publicidade

Publicidade