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Ex-boxeador Vitali Klitschko protagoniza conflito político na Ucrânia

Kiev (Ucrânia)

Após 45 vitórias dentro dos ringues, o ex-boxeador Vitali Klitschko agora encara lutas muito maiores. Figura importante do partido oposicionista Udar (“soco”, em tradução livre), o ucraniano lidera a oposição ao presidente Viktor Yanukovich, sendo um dos protagonistas do momento crítico que seu país vive politicamente.

Manifestante mais conhecido entre os que exigem a renúncia de Yanukovich, Klitschko levanta a bandeira de um país “moderno com padrões europeus", o que significaria uma aproximação à União Europeia ao invés do estreitamento de laços com a Rússia, medida adotada atualmente.

O ex-boxeador garante que não desistirá desta luta e pressiona países vizinhos a adotarem sanções à Ucrânia, já que os confrontos entre manifestantes e policiais na capital Kiev deixou dois mortos nesta terça-feira.

“Lutarei mais esta batalha e não planejo desistir facilmente”, promete Klitschko. “O sistema hoje é construído para atender o poder, e não a sociedade como um todo. Yanukovich não quer mudança. Ele diz que quer, mas não quer”, denuncia o ex-pugilista.

AFP
À frente de manifestantes, Klitschko (centro) tenta impedir confronto com policiais no centro de Kiev

Para tentar solucionar a situação, nesta quinta-feira Klitschko se encontrará com o presidente ucraniano, que lhe prometeu convocar uma comissão com o objetivo de solucionar o impasse entre população e governo. Em declarações recentes, porém, Yanukovich se mostra intransigente, dizendo que os conflitos são provocados por “extremistas políticos”.

Entenda o conflito - A população ucraniana protesta desde novembro contra Viktor Yanukovich e pede sua renúncia. A insatisfação foi gerada após a decisão de cancelar acordo para se aproximar da União Europeia e a gradativa aproximação do país à Rússia, que apoia o presidente ucraniano.

O estopim para as manifestações foi exatamente o anúncio do distanciamento do país do bloco europeu, feito em 21 de novembro. Na época, cerca de 100 mil pessoas protestaram contra a determinação e pediram que Yanukovich voltasse atrás e retomasse as negociações, mas o presidente se recusou. De lá para cá, a pressão popular vem aumentando.

AFP
Líder do partido oposicionista, ex-boxeador promete se candidatar à presidência no próximo ano

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