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A pedido de Mano, Ralf aceita faixa de capitão que lhe é incômoda

Marcos Guedes São Paulo (SP)

Capitão ocasional nos tempos de Tite, Ralf agora é o dono da faixa no Corinthians. Ele recebeu a responsabilidade de Mano Menezes após a saída de Paulo André para o futebol chinês e acabou aceitando apesar do incômodo que o acessório sempre lhe causou.

“A gente sabe que a faixa não é o mais importante. Nunca gostei de ser capitão, acho que meu negócio é mais aconselhar do que ficar falando muito”, afirmou o volante, em entrevista à Gazeta Esportiva. “Vou assumir essa responsabilidade da melhor maneira, mas sabendo que ela não é só minha, é de todos.”

Mano não é adepto do rodízio de capitães adotado por Tite. Por isso, fez de Paulo André o dono da tarja, algo que não durou muito mais de um mês. Com a transferência do beque, o treinador conversou com Ralf, que chegou ao Corinthians em sua primeira passagem, em 2010, e o convenceu.

“É o meu capitão. Passei para ele que era importante, por ser ele um dos jogadores remanescentes aqui, com bastante tempo de casa, pelo tipo de jogador que é. Ele entendeu que precisávamos dele nessa função e agora é o nosso capitão”, explicou o técnico alvinegro.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Ralf assumiu a tarja contra o Palmeiras "por ser um jogador de vontade, de que a torcida gosta"
Para ter vida longa no posto, o cabeça de área terá de superar uma maldição que acompanha a faixa desde a aposentadoria de William, ao final de 2010. Alessandro ficou marcado no clube por levantar taças históricas depois disso, mas não era o dono permanente da braçadeira.

Quando William parou, Ronaldo – outro que dizia não gostar de ser capitão – passou a usar o acessório. Um mês depois, derrotado pelo Tolima, estava aposentado. Chicão o sucedeu e, recusando-se a ficar no banco em um jogo do Campeonato Brasileiro, perdeu a posição até o final da temporada e também a função de líder.

Foi aí que Tite resolveu promover o rodízio, que teve Alessandro e Danilo como os capitães nas partidas que valiam título. Com a volta de Mano ao clube do Parque São Jorge, voltou o posto de capitão permanente, assumido de maneira bem breve por Paulo André.

Agora, chegou a vez de Ralf, que fez a sua estreia na nova função no clássico do último domingo, contra o Palmeiras, e disse ter compreendido por que foi o escolhido pelo chefe. “Foi por eu estar aqui há bastante tempo e por ser um jogador de vontade, de que a torcida gosta. Vou fazer o meu melhor.”

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