Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Após problemas com Autuori, Lúcio exalta caráter e sinceridade de Kleina

Bruno Landi, especial para a GE.net São Paulo (SP)

Quando foi anunciado como novo reforço do Palmeiras para o centenário, no início desta temporada, Lúcio imediatamente colocou um ponto de interrogação na cabeça dos torcedores palmeirenses. As (más) atuações por Juventus, da Itália, e São Paulo, seus dois últimos clubes, contribuíram para isto. Após quatro partidas com a camisa alviverde, porém, o zagueiro não comprometeu e, ainda por cima, caiu nas graças da torcida. Boa parte disto, de acordo com o experiente defensor, deve-se ao treinador Gilson Kleina, sujeito com o qual mantém relação muito diferente da que teve com Paulo Autuori, seu comandante nos tempos de Tricolor.

“Para mim, apesar do pouco tempo de convivência, o Kleina é um homem de grande caráter. Eu gosto de técnico que fala olhando no olho, que passa confiança, chama a responsabilidade. Esse primeiro período de contato com ele está sendo muito bom. Fico muito feliz de ter um treinador que é sincero com os jogadores. Isto foi fundamental em todos os clubes na minha carreira”, disse Lúcio.

Para exemplificar esta boa relação com Gilson Kleina, o defensor citou a sua partida de estreia com a camisa alviverde, diante do Comercial, em Ribeirão Preto, pela 2ª rodada do Campeonato Paulista. “No primeiro jogo que eu fiz aqui, a ideia era de não me colocar em campo, porque eu ainda não estava nas melhores condições. Mas aí o Tiago Alves se machucou e não tinha nenhum substituto da posição. Então, o Kleina conversou comigo, chamou a responsabilidade, e me escalou. Isso me deixou muito feliz, mostrou que ele confia em mim”, contou, orgulhoso, o zagueiro de 35 anos.

Divulgação
Novo 'sheriff' da defesa alviverde, Lúcio exaltou o bom relacionamento que tem com o treinador Gilson Kleina

Situação muito diferente, porém, Lúcio viveu durante o ano em que permaneceu no São Paulo. Ele foi contratado com status de estrela no início de 2013, mas não jogou bem e acabou afastado pelo treinador Paulo Autuori ainda no meio da temporada. O defensor, que já não havia aceitado uma substituição no jogo contra o Arsenal, da Argentina, pela Libertadores, e se desentendido com Ney Franco, entrou em conflito com Autuori depois de ter sido acusado de contratar um preparador físico próprio para se recuperar fora das dependências tricolores.

O fato rachou a relação de Lúcio com o técnico, que o afastou do elenco são-paulino. Nem neste momento, segundo o zagueiro, a possibilidade de se aposentar passou pela sua cabeça. “Nunca duvidei do meu futebol. Se eu fizesse isto, seria o primeiro a parar e pensar em desistir. E em nenhum momento isto aconteceu. Quando eu fui proibido de entrar no CT do São Paulo, continuei trabalhando com profissionais ligados ao futebol, para manter a minha forma física. Agora, estou sendo recompensado por isto aqui no Palmeiras”, afirmou o atleta de 35 anos, que, até aqui, só venceu e agradou à torcida alviverde nas quatro partidas em que entrou em campo.

Publicidade

Publicidade


Publicidade


Publicidade


Publicidade

Publicidade