Futebol - ( - Atualizado )

Corinthians promete pedir investigação e melhorar segurança do CT

Marcos Guedes São Paulo (SP)

Duas foram as atitudes prometidas pelo Corinthians após a invasão de seu centro de treinamento no último sábado. Uma delas é a solicitação formal de apuração dos fatos por parte da polícia. A outra é a revisão das diretrizes de segurança do local, onde entraram mais de cem torcedores no último sábado, cometendo roubos, furtos e agressões sob o pretexto de protestar por causa da má fase do time.

“Vamos redigir ainda hoje uma solicitação de apuração dos fatos em inquérito policial, uma vez que eles configuram alguns crimes, como espúrio possessório, furto, ameaça, lesão corporal etc.”, afirmou o presidente Mário Gobbi, segundo quem o clube contribuirá com imagens de vídeo, fotografia e depoimentos de funcionários que estavam no CT.

Na entrevista de mais de uma hora concedida nesta segunda, o dirigente, que é delegado, repetiu diversas vezes que a investigação de fato não cabe ao clube. Segundo ele, o clube entregará “as provas às autoridades que têm a atribuição legal de apurar e punir os culpados”. Ficará a critério da polícia e do Ministério Público a divulgação ou não dessas provas.

Mauro Horita/Agif/Gazeta Press
Presença de policiais no CT não inibiu a ação dos torcedores no último final de semana
“Eu não posso abrir isso antes das autoridades sob pena de eu prejudicar as investigações. A pessoa pode saber que está em uma foto e coagir alguém a não falar alguma coisa. Isso é só um exemplo do perigo de se mostrar antes. Vamos dar tudo à polícia e ao Ministério Público. Se a polícia e o Ministério Público acharem pertinente mostrar as imagens, estarão assumindo”, comentou Gobbi.

Sobre a parte que cabe ao Corinthians na visão do presidente, as atitudes já começaram a ser tomadas. A segunda-feira foi de segurança reforçada no CT do Parque Ecológico. E haverá reuniões para a melhoria do esquema, que não funcionou para impedir a invasão registrada no último final de semana.

“Nós vamos repensar a segurança. Fomos pegos de surpresa. Nesses anos todos de CT e no período em que fui diretor de futebol lá no Parque São Jorge, tivemos protestos, mas eles nunca atingiram esse patamar de ilícito penal. Temos que repensar e começamos a fazer isso, tivemos uma reunião, um preâmbulo. Vamos até o fim da semana formar um conceito melhor e inibir esses fatos”, prometeu o cartola.

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