Futebol/Campeonato Paulista - ( )

"Costas largas" de Muricy vedam elenco e ele de maior pressão

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Fosse outro - Ney Franco, por exemplo -, o treinador do São Paulo atual talvez estivesse recebendo cobrança muito maior da torcida devido à campanha irregular no Campeonato Paulista. Mas quem dirige o time é o tricampeão brasileiro Muricy Ramalho, que nesta quarta-feira chega à marca de 400 partidas pelo clube.

"As coisas estão sendo mudadas aos poucos. Tinha muita coisa errada no ano passado, era uma tristeza. Tenho dois anos de contrato e as costas largas. Sei o que estamos fazendo e vamos brigar pelos títulos", disse, na sexta-feira, antes do empate com o Santos, o terceiro consecutivo.

O resultado de domingo diminuiu para três pontos a distância, mas o São Paulo ainda é apenas o segundo colocado do grupo A, atrás do Penapolense. Em um formato com um grande em cada grupo, o natural seria que o time de Muricy liderasse o seu, tal qual fazem Palmeiras e Santos em suas respectivas chaves. O Corinthians não está nem entre os que neste momento avançariam.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Treinador suporta bem as cobranças, que são menores pelo reconhecimento ao seu passado no São Paulo
"Se já estão nos cobrando por não estarmos em primeiro, imagine se estivéssemos brigando para ficar entre os dois. A pressão seria ainda maior", disse o atacante Osvaldo, nesta terça-feira. A cobrança a que o jogador se refere tem se limitado a eventuais vaias, como ao final do 0 a 0 com a Portuguesa, o primeiro da série de três empates. Nada além disso, e graças a Muricy Ramalho, em especial. Ele tem reconhecimento da torcida pelos feitos do passado - o não rebaixamento à segunda divisão nacional, em 2013, está entre eles - e veda bem a pressão.

Ele mesmo admite, entretanto, que só isso pode não bastar. "Temos sempre que conquistar títulos, porque a memória das pessoas é curta", falou ao site do clube, ao comentar a marca que alcançará nesta noite, enfrentando o XV de Piracicaba, no Barão de Serra Negra. Uma marca inferior apenas às de Telê Santana (411 jogos), Poy (422) e Feola (532), mas que, com suas costas largas e seu longo vínculo, pode ficar bem maior.

"Minha ideia é ficar aqui até o final do meu contrato, e quem sabe encerrar a minha carreira. É claro, se me deixarem ficar até lá (risos). Aí consigo bater o recorde do Feola", brincou o técnico, que levará ao interior paulista a quinta escalação diferente em cinco partidas.

Iniciada em 1994, a trajetória do ex-jogador à beira do campo tem cinco títulos pelo São Paulo. Além dos três troféus do Campeonato Brasileiro (2006, 2007 e 2008), ele conquistou a Copa Conmebol, em seu primeiro ano como treinador, e a Copa Master Conmebol, em 1996. Ao todo, nas três passagens pelo clube, soma 213 vitórias, 109 empates e 77 derrotas.

Publicidade

Publicidade


Publicidade


Publicidade


Publicidade

Publicidade