Futebol/Copa 2014 - ( )

Eguren esquece Copa, mas avisa que "fantasma de 50" não anima Uruguai

William Correia São Paulo (SP)

Um dos líderes do elenco que levou o Uruguai à semifinal da Copa do Mundo de 2010 e ao título da Copa América em 2011, Eguren esteve fora das duas últimas convocações e já não tem tanta esperança de disputar o Mundial deste ano. Mas o experiente volante do Palmeiras fala por seus companheiros avisando que as brincadeiras em relação ao título do seu país no Brasil, em 1950, não serve nem para motivar os jogadores.

“O fantasma não existe. Tanto os jogadores quanto o povo do Uruguai têm muito respeito pela Seleção e pelo povo brasileiro. Não gostamos muito da brincadeira do fantasma porque não é a nossa maneira de ser”, disse o meio-campista, reforçando a posição contrária dos atletas da seleção à propaganda veiculada pelo fornecedor de material esportivo do time com um fantasma circulando pelo Rio de Janeiro.

Do Maracanazzo, Eguren tem orgulho. E só. “Ninguém imaginava aquilo. Para um país tão pequeno, ver aquilo acontecer foi um exemplo de luta, de nunca abaixar os braços e ir até o final sempre. Mas vamos à realidade: o Brasil perdeu aquela final e depois ganhou cinco. Conquistou tudo e nós paramos ali, só jogamos mais duas semifinais de Copa.”

O jogador de 33 anos não mostra otimismo em suas palavras no tricampeonato mundial uruguaio em menos de cinco meses. Particularmente, ficou mais pessimista ainda ao ver que o técnico Óscar Tabárez, como já tinha feito em novembro nos dois jogos contra a Jordânia que valiam vaga na Copa, não o chamou para enfrentar a Áustria em amistoso no dia 5.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Um dos líderes do time campeão da Copa América-11 e semifinalista no Mundial-10, Eguren não tem sido convocado
“O departamento médico da seleção acompanhou a minha recuperação da contusão que sofri no início de janeiro, mas sou realista. Não fui chamado para os dois jogos da repescagem nem fui convocado agora. Quero esquecer um pouco a Copa e me focalizar no Palmeiras”, comentou, feliz por ter feito seu primeiro jogo completo nesse domingo e sair sem sentir dor.

“É um ano importante para nós, no Palmeiras, com o centenário, e é o meu primeiro na Série A daqui. Tudo muito especial para eu não ficar para baixo por perder a Copa. Já disputei uma e meu dever era fazer o Uruguai voltar para uma Copa importante como a deste ano. Meu trabalho foi feito”, falou, com expectativa de, mesmo se for como torcedor, ver um Mundial elogiável, também, pela campanha uruguaia.

“A Copa no Brasil sempre tem uma coisa especial. É o país do futebol, pentacampeão. Alemanha, Brasil, Argentina e Espanha estão acima da média, são candidatas porque têm mais poderio. Mas as 32 seleções sonham, e, logicamente, penso que o Uruguai pode fazer a melhor Copa possível. Quando fomos para a África do Sul, sonhamos com algo especial e chegamos à semifinal. Foi incrível e inesquecível”, lembrou.

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