Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Em dia de ídolo, Lúcio diz ter coração verde e divide alegria sem vingança

William Correia São Paulo (SP)

Ao sair dos vestiários do Pacaembu, Lúcio pediu “um momento” antes de dar entrevistas. Fez questão de abraçar, beijar e trocar sorrisos com os familiares que o esperavam. A sensação era de uma vitória pessoal diante do clube que o impediu de treinar no ano passado, mas o zagueiro deixou o São Paulo de lado. No dia em que a torcida gritou seu nome como o de um ídolo, o veterano trocou alegria por vingança.

“Não levo para o lado pessoal porque existem profissionais e amigos do outro lado, mas meu coração hoje é verde e fico feliz por essa torcida”, comentou o camisa 33, que, no apito final, correu com os braços erguidos e logo foi aos torcedores que estavam no tobogã. Fez questão de jogar o seu uniforme para eles. Uma retribuição ao gesto de quase todos os palmeirenses que foram ao Pacaembu e gritaram seu nome.

“É importante. É reflexo do que a nossa equipe está fazendo dentro do campo”, comemorou. “Fui muito bem recebido, só tenho a agradecer primeiramente a Deus e aos companheiros, direção e torcida do Palmeiras. É um recomeço, tem muita coisa pela frente, mas meu objetivo é me doar ao máximo para honrar a camisa do Palmeiras”, prosseguiu.

Gilson Kleina vibrou também por ver que nenhum sentimento de vingança foi visto. “O Lúcio fez um jogo coletivo, não se desestabilizou ou quis desequilibrar, jogou como era a grandeza do futebol dele, ganhando, jogando e se antecipando com raça. Usou experiência e liderança e nos ajudou, tanto que o garoto que jogou com ele, o Wellington, foi, de novo, muito bem, e ele teve mérito nisso até sentir as câimbras.”

Fernando Dantas/Gazeta Press
Veterano negou sentimento especial, mas teve atuação precisa contra clube que o impediu até de treinar
Lúcio desarmou Luis Fabiano, deu chutões, executou lançamentos precisos, mostrou bom posicionamento, dividiu com força. Só faltou o gol, que poderia ter ocorrido caso tivesse dominado uma cobrança de escanteio exatamente no momento em que a torcida gritava seu nome.

O zagueiro até deu sua característica arrancada ao ataque que tanto lhe gerou críticas no Morumbi. “O meu gol vai sair na hora certa. No meu principal objetivo, fui bem feliz porque nos comportamos bem defensivamente, esse é o nosso papel lá atrás. Deixo nas mãos de Deus para o meu gol sair na hora certa”, disse, feliz, o veterano que estava sem jogar desde 24 de julho.

“Foi uma grande partida para mim. Fiquei parado no ano passado, mas consegui rapidamente recuperar a forma, estar junto com meus companheiros. Principalmente no segundo tempo, é motivador para nós, da defesa, ver Alan Kardec, Leandro e Valdivia lá na frente correndo. Isso reflete lá atrás, nos dá mais motivação e segurança”, vibrou.

Como líder, Lúcio só conteve a empolgação. “Precisamos da consciência de continuar trabalhando, pés no chão, sabendo que é só um degrau que subimos em direção ao objetivo maior. Nossa equipe tem que ter a mesma pegada, paciência, humildade, com todos trabalhando unidos porque no final vai dar certo”, projetou.

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