Futebol/Mercado - ( - Atualizado )

Fiador ignora futuro de Wesley: "Só quero R$ 20 milhões que me devem"

São Paulo (SP)

A revelação de Wesley de que já negocia sua renovação não mudou a postura do fiador de sua contratação, que cobra do Palmeiras na Justiça os R$ 20 milhões que gastou pelo jogador. Antenor Angeloni, presidente do Criciúma e responsável por avalizar crédito na chegada do volante ao Verdão há dois anos, só quer sua dívida paga, sem abrir espaço para acordo.

“Eles me deram 12,5% dos direitos econômicos do Wesley como compensação, mas não quero saber de nada. Nem quero saber do Wesley, que não é jogador para o Criciúma por ter um padrão salarial muito alto. Não estou preocupado com o que vão fazer com ele. Não quero confusão nem briga com o Palmeiras, só quero receber o que tenho direito”, disse Angeloni à rádio Transamérica.

De acordo com o dirigente, o Palmeiras recorreu e já foi condenado novamente a quitar a dívida, sendo obrigado a repassar os direitos de transmissão pagos pela Rede Globo para arcar com os R$ 20 milhões. “Não sei como o Palmeiras vai pagar nem estou atrás disso. O que sei é que, dentro da Globo, de todo dinheiro repassado ao Palmeiras tem que ser separado para pagar a dívida, mas não me interessei muito. Pode levar três anos, não importa, mas tenho certeza de que vão me pagar”, falou.

“Nunca conversei na minha vida com ninguém do Palmeiras, nem da antiga nem da atual diretoria. Fui convencido por um antigo diretor financeiro nosso que era amigo deles e falou que não teria o menor problema porque já estava tudo acertado e assinado entre o Palmeiras, o banco Safra e a Rede Globo, eu somente daria o aval. A culpa é desse diretor que teve malandragem e, graças a Deus, já está na rua há muito tempo”, sorriu.

Angeloni acabou tendo que pagar ao Werder Bremen, da Alemanha, todas as três prestações da negociação de Wesley. “O Palmeiras ainda me prometou ceder jogadores de graça para o Criciúma, que não custariam mais de R$ 150 mil por mês para nós, e não veio nenhum. Não costumo fazer documento porque acredito nas pessoas, mas não dá mais para fazer assim”, lamentou.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Presidente do Criciúma era fiador, mas pagou as três parcelas da contratação de Wesley, efetuada há dois anos

Publicidade

Publicidade


Publicidade


Publicidade


Publicidade

Publicidade