Futebol/Campeonato Mineiro - ( - Atualizado )

Galo e Raposa ficam no empate em clássico equilibrado no Horto

Do correspondente Wanderson Lima Belo Horizonte (MG)

A torcida atleticana, única presente no Independência neste domingo, acompanhou um grande jogo no maior clássico de Minas Gerais. Provando que não são os melhores times do Brasil por acaso, Atlético-MG e Cruzeiro atuaram em grande intensidade durante 90 minutos. O equilíbrio de ações se refletiu até no placar, empate sem gols no Horto.

Forte marcação, e atacantes tentando se movimentar durante todo o tempo para dar opções de jogo, este foi o cenário na maior parte do clássico. O empate acabou sendo melhor para o Cruzeiro, que chegou aos 11 pontos, ocupando a vice-liderança do Mineiro, um ponto atrás do Boa Esporte. Já o Atlético-MG ocupa o modesto oitavo lugar, com apenas cinco pontos.

Na sequência do Campeonato Mineiro, o Atlético-MG vai até Patos de Minas para enfrentar a URT, no estádio Zama Maciel, partida marcada para a próxima quarta-feira. No mesmo dia, o Cruzeiro volta a campo para receber o Guarani, no Gigante da Pampulha.

O jogo – O clássico entre o campeão da América e o campeão Brasileiro começou animado. Logo no primeiro minuto o zagueiro Dedé desviou cobrança de escanteio da direita e obrigou Victor a se esticar todo para fazer a defesa. A resposta atleticana não demorou e veio e cobrança de falta de Ronaldinho, que cruzou a área de Fábio, mas os atacantes do Galo chegaram atrasados no lance.

No duelo tático entre Paulo Autuori e Marcelo Oliveira, o atleticano procurou usar a movimentação para confundir a marcação da Raposa. Fernandinho, Jô e Tardelli procuraram se movimentar bastante, trocando de posições em alguns momentos. Já o treinador cruzeirense, escalou Willian e Dagoberto no ataque, apostando na flutuação dos dois jogadores. Os celestes usaram em excesso o lado direito ofensivo.

Em uma dessas jogadas, Ceará foi à linha de fundo e cruzou na medida para Ricardo Goulart, que errou o alvo na hora de finalizar, assustando o torcedor atleticano presente no Horto. Preocupado a beira do gramado, Autuori tentou orientar Dátolo e Otamendi, argentinos que formaram o lado esquerdo defensivo do Galo.

Apesar do equilíbrio de ações, o Cruzeiro se mostrou mais objetivo na hora de concluir em gol, levando mais perigo que o Atlético-MG, que após os 20 minutos adiantou a marcação, forçando os cruzeirenses a se resguardarem defensivamente. Percebendo a subida de produção do Galo, a torcida passou a jogar junto com o time em busca do gol de abertura do placar.

Aos 34, Dátolo encontrou liberdade na defesa do Cruzeiro e resolveu arriscar arremate de longa distância, que passou muito perto de travessão de Fábio. No fim do primeiro tempo, a Raposa voltou a agredir mais que os alvinegros, que apostaram no contra-ataque em velocidade. A igualdade acabou prevalecendo até nos gols anulados, um para cada lado.

Na volta para etapa final, o Cruzeiro assustou primeiro com chute de Willian, mas logo na sequência, o Atlético-MG passou a controlar a posse de bola com Ronaldinho sendo mais acionado na partida. Aos 11, R10 cobrou falta colocada, que passou muito perto do travessão de Fábio.

Apesar das principais peças ofensivas do Galo participarem bastante do jogo, o Cruzeiro não se intimidou diante dos alvinegros, encarando o arquirrival de igual para igual. Situação que gerou uma grande partida, eletrizante, honrando as tradições dos dois clubes. Aos 22, Josué levantou o torcedor nas cadeiras do Horto, com um ótimo chute da entrada da área.

Crescendo no jogo, Jô também fez Fábio trabalhar bem para evitar a abertura do placar. Aos 33, Ronaldinho cobrou escanteio pela esquerda e Tardelli tentou o desvio, mas errou o alvo. Nos minutos finais, o duelo entre os maiores rivais de Minas Gerais ficou ainda mais pegado, com muita marcação dos dois lados, resultando na igualdade sem gols, mas em um bom jogo.

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