Futebol - ( - Atualizado )

Gobbi interrompe provisoriamente diálogo com organizadas

Marcos Guedes São Paulo (SP)

O presidente do Corinthians, Mário Gobbi, concedeu longa entrevista no CT do Parque Ecológico nesta segunda-feira. No local invadido por mais de cem torcedores no último sábado, o dirigente prometeu interromper, ao menos por enquanto, o frequente diálogo com as organizadas alvinegras. Sem firmeza e pressionado pelas perguntas, cogitou também a possibilidade de proibir que essas entidades usem comercialmente o escudo do clube.

“O diálogo era mantido com a condição de não passar de diálogo. Isso era deixado claro. Quando ultrapassasse, não haveria mais diálogo. E foi a primeira vez que aconteceu isso”, afirmou, diferenciando o incidente no último sábado, com roubos, furtos e agressões, de manifestações anteriores registradas nos últimos anos no mesmo lugar.

Mário Gobbi tomou o cuidado, no entanto, de dizer que a interrupção no diálogo com as torcidas uniformizadas não é definitivo. Para cobrar mudanças de atitude, pedir explicações do elenco em momentos e ruins e também para parabenizar time e técnico após conquistas importantes, representantes das entidades foram recebidos no CT em várias oportunidades.

“Depois do que aconteceu, não há a menor intenção de diálogo. As coisas chegaram a um ponto em que está difícil qualquer início de conversa, uma vez que o abalo é geral e o momento não é propício. No futuro... No futebol, você nunca diz ‘nunca mais’, nem na vida. Mas não há clima para diálogo. Nenhum, nenhum. As mágoas são profundas”, comentou.

Divulgação/Agência Corinthians
Para Mário Gobbi, "não há clima" para papo com uniformizadas neste momento (foto: Daniel Augusto Jr.)
O presidente reiterou que as conversas com a liderança são a única ligação do clube com a torcida, negando doação de ingressos e ajuda financeira. Ele só abriu exceção ao recordar que as torcidas que são também escolas de samba receberam dinheiro para dedicar seu Carnaval ao centenário do Corinthians em 2010.

Sobre a questão do símbolo, Gobbi inicialmente achou estranha a menção da possibilidade de proibição do uso ou pela cobrança de um valor para isso. Quando entendeu melhor o exemplo citado do Cruzeiro, em briga com algumas de suas organizadas, ele disse que estudaria a possibilidade com o departamento jurídico.

Não aposte nisso. “Vou querer verificar legalmente isso aí. Por outro lado, você há de convir que é uma tradição de 60 anos, não sei quantos anos, as torcidas usarem o símbolo do clube. Cada caso é um caso. Vamos verificar a legalidade. Depois, vamos ver se há vontade política para isso.”

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