Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Jogadores do Corinthians se calam no dia seguinte à invasão

Campinas (SP)

Os jogadores do Corinthians não quiseram conceder entrevistas antes e depois da derrota por 2 a 1 para a Ponte Preta, neste domingo, dia seguinte à violenta invasão de torcedores no CT Joaquim Grava. A maioria deles se desvencilhou dos microfones de repórteres no gramado do Moisés Lucarelli.

O volante Ralf foi o único a fugir à regra. “Não é para falar porque a situação está difícil. Vamos trabalhar”, sintetizou o atleta, que presenciou a violência da torcida no CT na véspera do tropeço diante da Ponte. Ele e seus companheiros acabaram hostilizados e ameaçados. O centroavante peruano Paolo Guerrero chegou a ser vítima de um estrangulamento.

Abalados, os jogadores do Corinthians não queriam nem entrar em campo na rodada deste fim de semana do Campeonato Paulista. Só fizeram em nome dos compromissos comerciais do clube. Pronunciando-se em nome do elenco, o técnico Mano Menezes comentou: “O Corinthians pediu para não jogar como instituição, como clube. É óbvio que tudo o que aconteceu ficaria muito forte na mente dos atletas. Não ir a campo seria até uma questão de justiça e respeito com eles”.

Divulgação/Agência Corinthians
Mano Menezes falou em nome do seu elenco, calado após a invasão da torcida no CT (foto: Daniel Augusto Jr.)
Mano ainda negou que algum jogador tenha ficado propenso a deixar o Corinthians por causa da revolta da torcida. E nem quis pensar nessa possibilidade. “Se acontecer, vamos analisar o fato. Não posso criar uma hipótese e decidir. Isso não é correto nem inteligente.”

Se os jogadores mantiveram-se em silêncio, protegidos por Mano Menezes, a torcida voltou a se manifestar. Organizados externaram a sua raiva com a má fase do Corinthians através de coros nas arquibancadas do Moisés Lucarelli.

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