Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Jogadores e técnicos de Sport e Náutico comentam confusão do clássico

Recife (PE)

O Clássico dos Clássicos disputado na Arena Pernambuco nesta quinta-feira ficou marcado por uma confusão que começou assim que a partida foi encerrada. Após o apito final, o atacante Neto Baiano, do Sport, partiu para cima do técnico Lisca, do Náutico, e teve que ser contido pela polícia. O tumulto foi o principal assunto entre os personagens do jogo.

Segundo o jogador rubro-negro, o treinador rival o teria provocado ao comemorar a vitória. “Me respeita, venha falar aqui. Me respeite, seu moleque”, gritou Neto Baiano enquanto Lisca deixava o gramado rapidamente.

Reprodução
Polícia deve que intervir para impedir maior tumulto no Clássico dos Clássicos (foto: Reprodução/Premiere FC)
Também atacante do Leão, Felipe Azevedo critica a postura de Lisca. “Esse cara não respeita ninguém. Ganhando ou perdendo, sempre temos que ser profissionais”, cobra. Já o volante Ewerton Páscoa joga panos quentes na situação e pede para que o tumulto seja deixado de lado. “Vamos falar de futebol. Esse tipo de coisa só prejudica o espetáculo. Perdemos o clássico, mas o campeonato está aberto”, lembra, referindo-se à vice-liderança do Leão, que está apenas um ponto atrás do Náutico no Campeonato Pernambucano.

Pelo lado alvirrubro, o zagueiro Luiz Alberto também mostra preocupação com as consequências da confusão, mas culpa Neto Baiano. “Coisa de quem quer aparecer. Não se pode queimar um espetáculo, um jogo bom como esse. Neto é experiente demais para fazer isso. Foi totalmente sem necessidade”, desabafa.

Apesar das críticas ao adversário, o volante Elicarlos lembra que o treinador do Timbu já chegou a admitir para alguns atletas do elenco que se excede em algumas celebrações. “Quando ele comemorou no alambrado lá na Ilha do Retiro, nós falamos com ele. Dissemos que não precisava de tanto, porque pode dar mais motivação ao adversário. Mas uma coisa dessa como o Neto fez, não existe. Não precisava disso. Vi torcedores do Náutico e do Sport juntos hoje. Foi meio desnecessário”, pondera, chamando atenção para o clima pacífico nas arquibancadas que não se repetiu em campo.

Divulgação
Treinador já chegou ao Timbu com fama de "doido" e ganhou a torcida do Náutico com postura provocativa

Pivô da confusão, Lisca se defende -  Alegando não ter exagerado em nenhum momento, o treinador do Timbu afirma que o apelido de “doido” é um dos fatores que causam esse tipo de situação. “Eu não tenho que falar com jogador. Nunca provoquei. Ele já me xingou, disse que eu tinha parafuso a menos. Será que ele fica com ciúmes quando a torcida grita meu nome? Pode ser, sei lá”, analisa. “Vocês (imprensa) também alimentaram isso. A culpa não é minha. A torcida faz isso por conta de vocês. Eu saio na rua e a torcida grita "Lisca doido", mas eu não sou louco. Alguns não entendem isso”, rebate.

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