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Mais perto do gol, Valdivia relata esforço para marcar e armar também

William Correia São Paulo (SP)

A preocupação de Gilson Kleina em poupar Valdivia para evitar suas lesões é tanta que o chileno chega a virar centroavante durante os jogos, já que tem reduzida responsabilidade na marcação enquanto colegas do ataque voltam até a linha de fundo defensiva. Nesse posicionamento, o meia marcou quatro gols em sete partidas no ano. Mas avisa que treina para marcar e armar como seus colegas.

“Quando jogo mais adiantado, fica mais fácil fazer o gol porque estou mais próximo. Mas tenho me preparado para jogar na frente, voltar, marcar, criar as jogadas. Está dando certo e não tem porque mudar”, avisou, garantindo que mantém sua característica criatividade em campo. “A minha visão de jogo sempre foi a mesma. Está boa, não uso óculos”, sorriu.

Gilson Kleina lembra que liberou Valdivia de voltar para marcar desde o segundo semestre do ano passado, quando esperou mais de 100 dias para seu jogador mais caro se recuperar de lesão muscular e começou a implantar planejamento que o tira até de treinos no campo, além de sacá-lo de alguns jogos. Tudo para aproveitar a sua qualidade.

“Posiciono o Valdivia mais adiantado desde o ano passado, mas não quero que ele fique entre os zagueiros. É nosso articulador, nossa cabeça pensante. A presença do Valdivia na área é para ficar mais próximo do gol. Ter um jogador com esse pensamento, essa chegada, perto do gol, é diferente. Sacrificamos algumas situações, mas ele entende o que passamos e estamos tentando extrair sua melhor qualidade”, disse o técnico.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Meia marcou quatro gols em sete partidas na temporada, mas diz que mantém visão de jogo: "Não uso óculos"
Para o camisa 10, o que realmente mudou é a sua frequência nas partidas. “A diferença é que estou mais em campo. Sempre falei que, quando você joga, adquire ritmo. Quando você fica dois, três jogos dentro e um fora perde um pouco isso. Estamos levando o planejamento a sério”, indicou.

Autor de gol nos dois últimos jogos, o meia, que embarca nesta sexta-feira para defender a seleção chilena em amistoso contra a Alemanha, em Stuttgart, na quarta-feira, só se recusa a estabelecer uma meta de gols. “Tem que ir com calma. Sou um cara tranquilo, humilde.”

O camisa 10 começou o ano prometendo muitos gols, mas tem somente títulos como objetivo. “No outro jogo, fiz um gol de pênalti e perdemos. Não adianta nada, só acrescenta nos números. O gol acompanhado da vitória é muito melhor. Prefiro não fazer gols e conseguir o objetivo, que é a taça”, afirmou.

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