Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Marcelo Oliveira volta à origem para alcançar a melhor fase da vida

Helder Júnior São Paulo (SP)

Marcelo Oliveira chegou a fazer uma ressalva quando ouviu que vivia o melhor momento da sua carreira no Palmeiras. “No Cruzeiro, também tive uma sequência boa”, interrompeu o jogador, antes de aceitar que realmente nunca esteve tão em alta quanto agora. Com um sorriso no rosto, ele lembrou que já pode passear com a família sem se preocupar em ser cobrado por torcedores.

“Estou muito feliz com o momento. O time segue invicto em um campeonato muito difícil, e eu venho jogando. Então, posso considerar que é a minha melhor fase, sim”, comentou.

Foi como volante que Marcelo Oliveira se reencontrou em uma carreira marcada por graves contusões. Revelado como meio-campista, o atleta tinha como principal virtude a sua versatilidade, podendo ser improvisado como lateral e até zagueiro. Em outros setores, no entanto, nunca conquistou tantos torcedores como hoje.

“O meio-campo é o meu lugar de origem. Fico feliz por ser um dos destaques nesse começo de temporada, atuando como volante. Eu estava preparado para jogar na minha posição. No ano passado, não tive tantas oportunidades no setor, mas sempre pensei que ainda poderia acontecer e fiquei pronto. Se não fosse assim, poderia ter sido surpreendido e não conseguido corresponder”, comentou.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Marcelo Oliveira está com a bola toda no início da temporada do centenário do Palmeiras
Apesar de ter se acostumado a jogar no meio-campo no início de carreira, pelo rival Corinthians, Marcelo Oliveira precisou de algumas adaptações para ficar pronto para agarrar a chance concedida pelo técnico Gilson Kleina. O jogador começou a se preparar para a incumbência desde a época em que estava no Cruzeiro.

“Eu costumava sair mais para o jogo do que marcar. Aí, no Cruzeiro, o Celso Roth me cobrou muito na parte de marcação. Isso me ajudou defensivamente. Eu me dediquei demais. Quando cheguei aqui, o Palmeiras ainda estava na Libertadores, um campeonato de bastante pegada, então precisei reforçar ainda mais esse lado”, contou.

Mesmo com a experiência adquirida em Belo Horizonte, conseguir uma vaga definitiva como titular da contenção do meio-campo palmeirense não parece missão das mais fáceis. Além de Marcelo Oliveira, Gilson Kleina conta com outros sete volantes no elenco: Wesley, Wendel, França, Eguren, Josimar, Renato e Bruninho.

“A briga é muito boa. O mais importante é que não há vaidade no nosso grupo. Todo o mundo está se ajudando”, disse Marcelo Oliveira, com a tranquilidade de quem está à frente da concorrência. “Estou recebendo a minha oportunidade agora, mas espero continuar jogando por um bom tempo. Mesmo assim, é importante ter muita gente, pois estamos em um ano corrido.”

O volante Marcelo Oliveira sentirá ainda mais a sensação de reencontrar as suas origens neste domingo, no Pacaembu. O próximo obstáculo para ele continuar em alta é o rival Corinthians, clube que o projetou e está bem distante de atravessar a melhor fase da vida.

Publicidade

Publicidade


Publicidade


Publicidade


Publicidade

Publicidade