Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Muricy pede apoio para Pato se sentir bem-vindo no São Paulo

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Os palavrões da principal torcida uniformizada são-paulina destinados a Alexandre Pato, nesta quinta-feira, mostraram a Muricy Ramalho que o atacante não terá total aceitação ao deixar o Corinthians para jogar em seu time. Para o treinador, seria bom se esquecessem o passado de rivalidade.

"Isso (protesto) é um problema, porque o jogador tem que se sentir bem, tem que se sentir bem-vindo. Senão é complicado. Tem que ver com o tempo como vai ser", disse, depois da vitória por 2 a 0 sobre o Paulista, no Morumbi – jogo o qual classificou como "um pouco chato" no primeiro tempo e "melhor" na volta do intervalo.

Os insultos organizados ao atacante começaram na metade da segunda etapa, quando o São Paulo já havia construído a vantagem de dois gols. Para reforçar a insatisfação com a contratação, os torcedores criticaram a diretoria, exaltaram Rogério Ceni – no ano passado, o goleiro teve desavenças em campo com o agora ex-rival – e reataram com Luis Fabiano, gritando seu nome.

Nos demais setores do estádio, ninguém se manifestou contrário, provando ser uma opinião isolada da uniformizada. "Seria ideal ter a aceitação de todos, que entendessem que estamos qualificando nosso elenco. É um jogador que pintou bem e não teve uma boa volta ao Brasil, mas é diferenciado", opinou Muricy.

Até mesmo Ceni prometeu uma boa recepção ao futuro colega. Mesmo não empolgado, o capitão disse que trata todos os profissionais do clube da mesma forma e que, por obrigação, fará o mesmo com Pato, que curiosamente é seu conterrâneo. Os dois nasceram em Pato Branco, cidade paranaense localizada a pouco mais de 400 km de Curitiba.

Como já fez cinco jogos pelo Corinthians no Campeonato Paulista, ultrapassando o limite de dois permitido para atuar por outra equipe na competição, Pato só poderá fazer sua estreia com a camisa tricolor na Copa do Brasil, no próximo mês.

Vinculado ao clube do Parque São Jorge até o final de 2016, o atacante será emprestado por um ano e dez meses ao São Paulo. Em troca, o clube rival receberá o meia Jadson, cujo contrato venceria em dezembro e que rescindirá o contrato vigente para vestir a camisa alvinegra. Pendências jurídicas separam o anúncio oficial da troca.

Publicidade

Publicidade


Publicidade


Publicidade


Publicidade

Publicidade