Futebol/Campeonato Brasileiro - ( - Atualizado )

Presidente da Portuguesa desconsidera possibilidade de jogar Série B

Bruno Ceccon e Helder Júnior São Paulo (SP)

Ilídio Lico, pelo menos publicamente, diz não cogitar a possibilidade de ver a Portuguesa na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro em 2014. Ele ainda acredita no sucesso do Ministério Público, mas ameaça entrar na Justiça comum para evitar o descenso.

Punida pela escalação irregular do meia Héverton diante do Grêmio, a Portuguesa acabou rebaixada, o que proporcionou a permanência do Fluminense na elite do futebol nacional. O promotor Roberto Senise, apoiado por Ilídio Lico, tenta provar que a manobra da Justiça desportiva foi ilícita.

“Estamos aguardado o Ministério Público. Talvez a Portuguesa não precise entrar (na Justiça comum). Eu confio no promotor e acredito que ele vai conseguir fazer justiça. Se a Portuguesa errou em alguma coisa, acho que a CBF também errou”, disse Lico na noite desta segunda-feira.

Empossado como sucessor de Manuel da Lupa há pouco mais de um mês, Lico admite que a situação financeira do clube é delicada e espera receber um adiantamento da cota de transmissão televisiva acordado pela gestão anterior. Publicamente, apesar de a CBF já ter divulgado a tabela da Série A sem a Portuguesa, ele evita se mostrar conformado com a Segunda Divisão.

“É impossível jogar a Série B. A gente ganhou no campo, como todos sabem. O que acontece no gramado não deveria jamais ser modificado no tribunal. Isso é algo muito ruim para o futebol e precisamos moralizar. Na minha cabeça, penso na Série A. Não trabalho em hipótese alguma com a Série B”, reiterou.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Ilídio Lico, presidente da Portuguesa, diz desconsiderar a possibilidade de disputar a Série B do Brasileiro em 2014
De acordo com o presidente, a cúpula diretiva do clube aprova uma eventual entrada na Justiça comum, o que poderia causar retaliações por parte da CBF e até mesmo da Fifa. Nesta terça-feira, o assunto será debatido em uma reunião com o Conselho Deliberativo.

“Queremos assumir as responsabilidades em conjunto”, disse Lico, sinalizando o próximo passo. “Como nos sentimos injustiçados, é natural que recorramos à Justiça comum, até porque a área desportiva já foi esgotada. É um direito que temos”, defendeu.

Ao lado de representantes dos principais clubes do Brasil, Lico participou de um evento publicitário na noite desta segunda-feira. Ao interagir com o narrador Galvão Bueno, mestre de cerimônias da apresentação, ele aproveitou para protestar: “Espero que o Estatuto do Torcedor seja respeitado”.

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