Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Evitando passado tricolor, Lúcio admite “dia-a-dia diferente” no Verdão

Bruno Landi, especial para a GE.net São Paulo (SP)

No meio do ano passado, o experiente zagueiro Lúcio era afastado pela comissão técnica do São Paulo, clube do qual seria dispensado meses depois. Agora no Palmeiras, o defensor vem recuperando a velha forma e, no último domingo, teve o ‘prazer’ de vencer a sua ex-equipe com uma boa atuação, no Pacaembu. Apesar de não querer “tocar no passado” tricolor, o defensor de 35 anos admite que o dia-a-dia palmeirense é diferente e o agrada mais.

“Para mim, não é confortável tocar no passado e sobre este assunto (saída conturbada do São Paulo)”, disse Lúcio, antes de revelar o segredo de seu bom início no Verdão. “Fui muito bem recebido aqui. O lugar onde você é bem vindo faz toda a diferença. Eu estou me sentindo em casa e isto me dá mais força para continuar trabalhando com os meus companheiros”, acrescentou.

Apesar de ter se mostrado indisposto a falar sobre o São Paulo, Lúcio não se segurou. Quando questionado sobre a recepção do Tricolor em sua chegada no início do ano passado, o zagueiro foi enfático. “A recepção foi normal, como em outro qualquer outro clube. Mas a aceitação no dia-a-dia foi bem diferente em relação ao do Palmeiras”, declarou o zagueiro, que admitiu ter ficado deprimido no período final de sua passagem pelo Tricolor.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Dispensado pelo São Paulo no fim do ano passado, Lúcio venceu sua ex-equipe e elogiou o ambiente do Palmeiras

“Depressão significa tristeza. Eu estava sem fazer o que eu gostava, que era jogar futebol”, disse Lúcio, que ainda negou ter sido ruim para o vestiário são paulino, como foi acusado durante o fim do ano passado. “Ontem (domingo), se alguém pôde notar, cumprimentei a todos, tenho amigos do lado de lá. Creio que terem falado que eu não sou bom de grupo não foi uma verdade, foi apenas uma desculpa para a minha saída”, decretou.

Apesar de tudo isto, o defensor evitou pensar em todas estas polêmicas durante o clássico deste fim de semana. Segundo ele, remoer o passado iria prejudicar o seu desempenho, que, ao fim dos 90 minutos, foi aprovado pela torcida palmeirense. “Não guardo mágoa nenhuma do São Paulo, tanto que no clássico eu não demonstrei nenhum rancor. Isto faria mal para mim, e não para eles”, encerrou.

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