Futebol/Copa 2014 - ( - Atualizado )

Felipão lembra Taffarel para defender ida de Júlio César ao Toronto

Rio de Janeiro (RJ)

Confirmado com bastante antecedência pelo técnico Luiz Felipe Scolari como um dos convocados da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2014, o goleiro Júlio César ficará em atividade em um mercado pouco expressivo nos meses que antecedem o torneio. O veterano deixou a suplência do Queens Park Rangers, da Inglaterra, para acertar a sua transferência para o canadense Toronto FC, que disputa a Major League Soccer.

“É lógico que gostaríamos que o Júlio César estivesse jogando normalmente. Ele foi fazer isso nos Estados Unidos. Em 1994, o Taffarel também saiu do Parma e foi para o Reggiana”, comparou Felipão, mais uma vez em defesa do seu titular.

Um dos destaques do Brasil no Mundial de 1994, nos Estados Unidos, Taffarel conseguiu alcançar sucesso quando acabou emprestado ao modesto Reggiana, da Itália. Defendeu um pênalti na última rodada do Campeonato Italiano daquela temporada, contra o Milan, e ajudou a evitar o rebaixamento de sua equipe.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Júlio César agarrou a chance de jogar no modesto Toronto FC e foi novamente defendido por Felipão
Mesmo que o Toronto FC seja ainda menos expressivo do que o Reggiana, Felipão não perdeu a pose em seu discurso. Não mencionou o nome do meia Juninho Pernambucano, que passou sem sucesso pelo New York Red Bulls, mas observou que alguns atletas já consagrados não se firmaram no futebol dos Estados Unidos.

“Há jogadores que acham que vão jogar na liga americana e não conseguem. Eles ficam só alguns meses e precisam voltar. Não é só para o cara ir lá e se aposentar”, comentou Felipão, antes de pedir ajuda ao coordenador técnico Carlos Alberto Parreira em seus argumentos. “Ele trabalhou lá e pode falar melhor”.

Técnico do New York MetroStars (hoje New York Red Bulls) em 1997 (e de Taffarel em 1994), Parreira referendou as palavras do atual treinador da Seleção Brasileira: “A liga norte-americana é muito competitiva, sem dúvida alguma”.

A saída de Júlio César do Queens Park Rangers era um desejo da comissão técnica do Brasil, uma vez que o veterano não atuava na Inglaterra. Antes de acertar com o Toronto FC, ele chegou a ser especulado como reforço do Grêmio.

“O Júlio vai fazer a pré-temporada em seu novo clube e chegar à Seleção em excelentes condições. Contra Honduras e Chile, ele já jogou conosco. E, na avaliação do Carlão (Carlos Pracidelli, preparador de goleiros) e na nossa, foi muito bem. Esteve fisicamente perfeito, com reflexos excelentes. É um jogador que tem a qualidade de se manter bem mesmo não jogando. Mas, se puder atuar até 15 vezes antes do Mundial, muito melhor para nós”, sorriu Felipão.

Ferrenho defensor de seu goleiro, o técnico só não assegurou Júlio César como o número um do Brasil. “Titular garantido? Só Deus. Para chegar lá, há muito caminho”, disse, ironizando a sua postura de colocar o atleta na Copa deste ano com antecedência. “Garanti porque a imprensa não queria. Eu quero.”

O segundo goleiro de Felipão é Jefferson, do Botafogo. Victor, do Atlético-MG, e Diego Cavalieri, do Fluminense, disputam a terceira vaga. Um deles irá se juntar a Júlio César na relação de convocados para o amistoso com a África do Sul, em 5 de março, em Johanesburgo.

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