Vôlei/Superliga - ( )

Italiana rejeita pizza de São Paulo e uniforme com saia

Osasco (SP)

Considerada um polo gastronômico, São Paulo frequentemente tem sua pizza apontada como uma das melhores do mundo. Mas a massa grossa e a abundância de queijo e outros ingredientes na cobertura não conseguiram agradar a jovem italiana Caterina Bosetti, um dos reforços do Molico/Osasco para a atual temporada da Superliga.

A ponteira da seleção da Itália, que completou 20 anos de idade no último domingo, deixou o Villa Cortese, equipe em que sua irmã mais velha Lucia também atuou. O time recentemente se uniu ao Orago, clube que defendeu na base e do qual seu pai Giuseppe Bosetti era treinador do juvenil, buscando evolução em sua careira.

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Morando em Osasco, a poucos minutos de São Paulo, cidade com a maior colônia italiana do Brasil, ela experimentou a famosa pizza local, mas não concordou com a opinião de alguns que consideram a versão paulistana do prato melhor até do que as encontradas no país de origem da iguaria.

“Não é a melhor do mundo, não. A Itália tem a melhor pizza. A daqui é boa, mas estranha. Tem muitos ingredientes, na Itália não é assim”, explica a jogadora, integrante da seleção de seu país.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Mesmo com problemas para encontrar os ingredientes, Caterina Bosetti come em casa os pratos italianos

Mesmo com o grande número de cantinas italianas em São Paulo e nos municípios que cercam a maior cidade da América do Sul, Caterina ainda não visitou casas de comida típica de seu país nos quatro meses em que já mora no Brasil. Ela foi contratada pelo Osasco em outubro e já disputou – e conquistou – o Campeonato Paulista e a Copa Brasil.

Apesar das dificuldades para encontrar no mercado os ingredientes que deseja e de não ter na cozinha a mesma habilidade que apresenta atacando em quadra, a jovem acha melhor fazer em casa comida italiana. Quando vai a restaurantes, geralmente é para provar a culinária nacional.

“Não sou muito boa, ok, mas faço Carbonara para mim. Saio para comer churrasco”, afirma Caterina, que pelo ritmo intenso de treinos e viagens utiliza quase todo seu tempo livre para descansar na cama. “Sei que São Paulo tem a maior comunidade italiana no Brasil, mas só”.

Pela primeira vez jogando uma temporada longe de seu país, Caterina Bosetti também encontrou no Osasco uma diferença que não esperava. Para as novas companheiras de equipe, rotinas de treino e comissão técnica, ela estava preparada. Mas não para o uniforme adotado pelo time nesta temporada, com uma saia.

A novidade foi aprovada pela maioria das jogadoras brasileiras, como a capitã Sheilla e Thaísa, que consideram o novo uniforme mais feminino do que o utilizado pela maioria das outras equipes. Por baixo da saia, as atletas usam um pequeno shorts, tática também utilizada por tenistas.

“Nunca tinha usado antes, mas não gostei. Gosto mais dos shorts. Entendo [as brasileiras], mas não gosto”, sentenciou a atleta, que apesar do desgosto pelo uniforme diz que pode renovar seu vínculo com o time brasileiro. “Aqui eu me sinto bem, não sei o que acontecerá depois da temporada, poderia continuar por mais um ano porque minha vida aqui é boa. Mas ainda é cedo para falar”.

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