Atletismo/Mundial Indoor - ( )

Brasil mantém tradição de medalhar, e Estados Unidos lideram quadro

Sopot (Polônia)

O Mundial Indoor de Sopot foi encerrado na tarde do último domingo. A delegação brasileira, formada por apenas sete atletas, manteve o costume de subir ao pódio, enquanto os Estados Unidos terminaram a competição no primeiro posto do quadro de medalhas.

O único prêmio nacional veio no salto em distância. Com 8,28m em sua última tentativa, Mauro Vinícius da Silva, o Duda, garantiu a medalha de ouro e alcançou o bicampeonato mundial indoor (é o único brasileiro a conseguir o feito), já que defendia o título conquistado em Istambul-2012.

Assim, o Brasil subiu ao pódio pela sétima edição consecutiva do torneio. No meio do ciclo dos Jogos do Rio de Janeiro-2016, o resultado oferece algum fôlego aos dirigentes responsáveis pelo atletismo nacional, criticados após a ausência de medalhas nas Olimpíadas de Londres-2012 e no Mundial de Moscou-2013 (ao ar livre).

No salto com vara, o jovem Thiago Braz, de apenas 20 anos, e a experiente Fabiana Murer, 32, terminaram na quarta colocação. Campeã da edição de Doha-2010, a atleta fez a mesma marca que as três medalhistas (4,70m), perdendo apenas no critério de desempate (maior número de tentativas).

Apesar de manter a tradição de medalhar no Mundial Indoor, o Brasil não tem grandes motivos para comemorar. Com uma medalha de ouro – mesmo desempenho do Djibuti, por exemplo -, o País, sede da próxima edição dos Jogos Olímpicos, ficou no 14º posto do ranking de medalhas. Cuba, com um ouro, uma prata e um bronze, terminou no sétimo posto.

Com um ouro e duas pratas, a Polônia alcançou o sexto lugar na classificação geral. No único título comemorado pela torcida local, Kamila Licwinko surpreendeu a croata Blanka Vlasic, bicampeã mundial indoor e outdoor, e garantiu a medalha de ouro empatada com a russa Maria Kuchina (2,00m) no salto em altura.

Os Estados Unidos (oito ouros, duas pratas e dois bronzes) acabaram na primeira colocação do quadro de medalhas. A Rússia (três ouros e duas pratas) aparece na segunda posição, seguida pela Etiópia (dois ouros, duas pratas e um bronze), defendida por Genzebe Dibaba, campeã nos 3.000m.

O desempenho norte-americano foi turbinado por algumas estrelas, como o decatleta Ashton Eaton, campeão olímpico, mundial e dono da melhor marca de todos os tempos. Com 6.632 pontos, ele venceu o heptatlo - em pista coberta, o número de modalidades a serem desempenhadas diminui.

No revezamento 4x400 masculino, os Estados Unidos venceram com direito a novo recorde mundial. A equipe norte-americana, formado por Kyle Clemons, David Verburg, Kind Butler e Calvin Smith, garantiu a medalha de ouro com o tempo de 3min02s13.

A neozelandesa Valerie Adams, por sua vez, aumentou o reinado nas principais competições de arremesso de peso com a marca de 20,67m. Aos 29 anos, a atleta passa a contabilizar um retrospecto impressionante de três títulos mundiais indoor, quatro outdoor e dois olímpicos.

Entre as jamaicanas, Shelly-Ann Fraser-Pryce, bicampeã olímpica nos 100m, venceu os 60m com o tempo de 6s98. Já Veronica Campbell-Brown, dona de dois ouros olímpicos nos 200m, voltou após suspensão por doping e terminou a prova na quinta colocação (7s13).

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