Futebol/Copa 2014 - ( - Atualizado )

Corinthians se responsabiliza por estruturas provisórias de arena

Helder Júnior São Paulo (SP)

O Corinthians não deverá contar com apoio governamental para custear as estruturas que serão instaladas em seu estádio apenas para a Copa do Mundo. Segundo o ex-presidente Andrés Sanchez, responsável pelo projeto, o clube já começou a buscar parcerias para arcar com as obras extras.

“É o Corinthians que vai bancar. Estamos procurando a iniciativa privada para fechar essa conta, que, perto do que era, já está bem menor. Não sei exatamente em quanto ficará porque o orçamento ainda não veio, mas não passará de R$ 60 milhões”, comentou Sanchez, na manhã deste sábado, após o primeiro treinamento da equipe corintiana no estádio.

O assunto, no entanto, incomoda o dirigente. Ele franziu a testa e esbravejou ao escutar uma nova pergunta a respeito das estruturas temporárias de Itaquera: “Falo grego, espanhol ou inglês? Quem ouviu entendeu”.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Vestiário do estádio que abrirá a Copa do Mundo já recebeu acabamento em branco e preto
Para receber a abertura do Mundial, o estádio do Corinthians precisa respeitar uma série de requisitos da Fifa. A área destinada à imprensa, por exemplo, será reduzida quando a Copa acabar. A capacidade de público também diminuirá de cerca de 68.000 lugares para aproximadamente 48.000, sem as arquibancadas móveis de trás dos gols.

Irritado também em relação ao financiamento do projeto, Sanchez garantiu que a dívida – mesmo com o acréscimo dos R$ 60 milhões do Mundial – será honrada. “O que atrapalha mais no financiamento são os juros. Já está em torno de R$ 100 milhões. Vejo alguns órgãos preocupados com o Corinthians, achando que não pagaremos. Podem ter certeza de que não daremos calote, como muitos outros já fizeram”, bradou.

As obras do entorno do estádio ao menos não entram entre os débitos do Corinthians, pois estão a cargo dos governos do Estado e do município de São Paulo “Até o final de abril, isso estará 99% pronto. Talvez fiquem alguns detalhes para maio. Mas, pelo que o governo me passa, tudo está indo bem”, confiou Andrés Sanchez.

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