Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Bom Senso propõe comitê para regulamentar finanças dos clubes

Luiz Ricardo Fini São Paulo (SP)

Os principais líderes do Bom Senso F.C. se reuniram na tarde desta segunda-feira, em São Paulo, para a apresentação detalhada das propostas para a melhoria do futebol brasileiro. O grupo expôs sua ideia para a criação de um órgão para orientar os clubes nas finanças. Em caso de descumprimentos, um comitê puniria as equipes.

As sanções variam de multas à desclassificação de competições, dependendo dos deslizes. Equipes com atrasos salarias seriam impedidas de fazer novas contratações. O Bom Senso ainda não sabe se terá a ajuda da Confederação Brasileira de Futebol, mas espera que a CBF e também o Governo Federal façam parte da proposta de fair play financeiro.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Durante reunião na tarde desta segunda, em São Paulo, Bom Senso FC expôs propostas para o futebol
As medidas já foram expostas ao ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e serão apresentadas também às equipes. A grande dificuldade pode ser atrair os clubes se a CBF e o governo não se engajarem em apoio à proposta.

Pelo projeto, o órgão criado auxiliaria na redução gradual do déficit dos times em um prazo de cinco anos. Um dos representantes do grupo, o goleiro Fernando Prass alega que os atletas sabem que pode haver redução nos salários.

“Não é o jogador que dita o salário, e sim o mercado. Mas tendo clubes equilibrados e com gestões profissionais, pode haver até ganhos maiores. Porém, de repente, no primeiro momento, o mercado vai ditar a diminuição de salários até se equilibrar. Todo mundo vai ter que fazer sacrifícios para melhorar o futebol. Estamos cientes e sabemos que há o risco”, afirmou o goleiro alviverde, que fez parte da mesa com dois colegas de posição, o colorado Dida e o ponte-pretano Roberto.

O Bom Senso propõe também que os times gastem, no máximo, 70% de suas receitas com o departamento de futebol, deixando o restante para a administração geral. Para a ideia ser colocada em prática, promovendo as punições, um comitê seria formado por sete pessoas, com representantes de clubes, atletas, imprensa e outras áreas. O custo até o fim de 2015 seria de R$ 3 milhões, mas ainda não está definido quem arcará com a conta.

O evento desta segunda conta com as presenças de diversos jogadores, como o são-paulino Rogério Ceni e os palmeirenses Wendel, Tiago Alves e Bruno, além de Alex, Gilberto Silva, Paulo César e Juan.

Em vídeo, ainda houve o pronunciamento de jogadores ou técnicos de Bahia, Corinthians, Santos, Grêmio, Atlético-PR, Sampaio Correa, América-RN, Vila Nova, Luverdense, Náutico, Icasa, Vasco, Vitória, Santa Cruz, Ceará, Boa Esporte, Chapecoense e Paraná Clube.

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