Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Bom Senso quer copas estaduais e criação de Série E nacional

Luiz Ricardo Fini São Paulo (SP)

O equilíbrio financeiro dos clubes não é a única reivindicação do Bom Senso F.C. para o futebol brasileiro. No seminário promovido nesta segunda-feira, na capital paulista, o grupo apresentou uma proposta detalhada para o calendário nacional, buscando uma forma de os times pequenos se manterem em atividade durante toda a temporada.

A ideia é a criação da Série E no Nacional, que seria disputada por 432 equipes, divididas por regiões. Assim, os times pequenos não teriam grandes gastos com viagens e ainda teriam partidas o ano todo, sendo que 36 garantiriam acesso à Série D, que passaria a ser disputada por 144 agremiações, também agrupadas por áreas.

O Bom Senso quer ainda o aumento da Série C para 48 equipes, ainda divididas em regiões. Já os campeonatos das Séries A e B permaneceriam com o número atual de clubes, mas sendo disputados prioritariamente aos fins de semana, entre fevereiro e dezembro.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Rogério Ceni admite charme do Estadual, mas avisa que formato precisa ser mudado
Assim, os estaduais precisariam sofrer mudanças, transformando-se em torneios nos formatos de Copas, o que faria com que os times jogassem, no máximo, oito vezes na competição, que seria realizada no meio do ano (na previsão para 2015). Os times presentes nas Séries A, B e C do Nacional teriam vagas garantidas em seus respectivos Estaduais, sendo que os participantes da D e da E precisariam ganhar as vagas.

“O Estadual tem todo seu charme e tradição e foi muito importante na história do futebol brasileiro, mas não comporta mais o molde de campeonato e não pode mais gastar três ou quatro meses. Colocam 15 jogos com grandes e depois você pode jogar uma vez só um jogo decisivo. Isso é incabível”, afirmou o goleiro Rogério Ceni.

O próximo passo do Bom Senso é apresentar a ideia à CBF. Porém, em caso de recusa da entidade máxima do futebol nacional, os jogadores que compõem o grupo não se sentem responsáveis por organizar um campeonato paralelo.

“Acredito que a função do Bom Senso não seja essa (gerir o futebol), mas sim criar ideias e opções”, acrescentou o goleiro. O grupo de estudo formado ainda justificou que, atualmente, muitos jogadores ficam desempregados ao término dos Estaduais. A ideia é inchar as divisões inferiores do Nacional para garantir emprego para todos no ano todo. Ao mesmo tempo, os times de elite teriam uma redução de partidas.

O evento desta segunda-feira foi o primeiro com propostas mais detalhadas do Bom Senso e atraiu não só jogadores, mas também treinadores, como Jorginho e Vagner Mancini, além de ex-dirigentes.

O deputado federal Otávio Leite também marcou presença, pois é o relator do Proforte (Projeto de Fortalecimento dos Esportes Olímpicos), que tem como intuito a renegociação das dívidas dos clubes com o governo.

O político não era um dos previstos para subir no palco, mas aproveitou o momento de sua pergunta para se aproximar da mesa e defender o Proforte, convidando o Bom Senso a comparecer a uma audiência pública no plenário da Câmara dos Deputados, no dia 2 de abril.

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