Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Ceni manifesta apoio à ousadia do Audax após goleada do São Paulo

Helder Júnior São Paulo (SP)

Os poucos torcedores do São Paulo que foram ao Morumbi na noite desta quarta-feira não pouparam de ironias o Grêmio Osasco Audax, que voltou a apostar em uma estratégia sem chutões e acabou goleado por 4 a 0. “Toca para o goleiro!”, berravam nos minutos finais. O goleiro Rogério Ceni, no entanto, não aderiu ao coro.

Para o capitão do São Paulo, o Audax não pode ser crucificado pela sua ousadia. “Não devemos levar em consideração um jogo em que houve dois ou três erros. Contra uma equipe grande, que aperta a marcação, é normal que eles tenham um pouco mais de dificuldade. Isso não faz a gente deixar de louvar o estilo de jogo arriscado, mas bonito, que me agrada muito”, comentou.

Ceni chegou ao ponto de comparar a estratégia do Audax com a do Bayern de Munique, atual campeão do mundo, que derrotou o São Paulo por 2 a 0 em 31 de julho de 2013, em um torneio amistoso. “O Bayern, que enfrentamos no ano passado, jogava assim”, sorriu. “Mas foi a primeira vez em que vi um estilo tão acentuado quanto esse. O Audax não dá chutão em nenhum momento. Só deu alguns depois que perdeu a confiança, o que é natural. Eles marcam sob pressão, rodam o campo todo e não têm posição fixa. Acho interessantíssimo.”

Djalma Vassão/Gazeta Press
Rogério Ceni não repetiria a estratégia suicida do Audax se fosse técnico, segundo Muricy Ramalho
Quem já não parecia tão interessado nas análises sobre o sistema de jogo era Felipe Alves, o goleiro do Audax, cabisbaixo com a derrota para o São Paulo. “Infelizmente, isso faz parte do futebol. Tenho que continuar ajudando a minha equipe. A gente sempre jogou dessa maneira e não mudaria agora. Aconteceram lances cruciais comigo, mas estava mais difícil com um jogador a menos”, defendeu, referindo-se à expulsão do lateral esquerdo André Castro, no início do segundo tempo.

O meio-campista Camacho concordou com Felipe Alves: “Demos trabalho ao São Paulo no primeiro tempo, quando também jogamos como no campeonato inteiro. Aí, tivemos um jogador expulso, e tudo desandou. O Felipe não abusou. Só estava em um dia ruim e errou. É do jogo”.

Rogério Ceni, que costuma ser valorizado por seu talento com os pés, endossou os argumentos de Camacho e voltou a enaltecer o time goleado pelo São Paulo. “Poucos têm personalidade e qualidade técnica para sair jogando desse jeito. Não é para todo o mundo. É claro que vão dizer que o jogo foi 4 a 0, mas o Audax já somou 17 pontos no campeonato dessa forma. Acho bem bacana o trabalho do Fernando Diniz (técnico)”, elogiou o veterano.

Bom para os outros
O técnico Muricy Ramalho, ao contrário de Rogério Ceni, fez diversas ressalvas à estratégia suicida do Grêmio Osasco Audax. Ao saber da opinião do seu goleiro e capitão, ele brincou: “Duvido que o Rogério, se fosse técnico, faria isso. Ele é muito seguro”.

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