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Claudinei exalta base deixada, elogia Geuvânio e não prioriza volta

Bruno Oliveira, especial para a GE.NET São Paulo (SP)

Detentor de carreira pouco expressiva como atleta, entre 1989 e 2003, Claudinei Oliveira ganhou notoriedade no cenário nacional ao assumir o cargo de treinador da equipe profissional do Santos, em maio do último ano, no lugar do já consagrado Muricy Ramalho. Em cerca de sete meses, o treinador comandou trabalho de reestruturação da equipe, que havia vendido o atacante Neymar ao Barcelona, e conduziu o time ao sétimo lugar no Campeonato Brasileiro.

Apesar da reformulação, onde apostou em jovens atletas, como Geuvânio, Gabriel, Gustavo Henrique e Alison, Claudinei acabou preterido pela diretoria do clube alvinegro, que optou por acerto com Oswaldo de Oliveira (ex-Botafogo) para esta temporada. E, em entrevista exclusiva a Gazetaesportiva.net, o agora técnico do Goiás ressaltou a base que deixou na equipe paulista, detentora da melhor campanha até aqui no Campeonato Estadual.

“Vários jogadores que foram lançados por mim estão participando constantemente neste ano. Colaborei para este processo de reformulação, mas o tempo passa e as pessoas esquecem. As coisas estão acontecendo de modo positivo pela capacidade do Oswaldo, que é muito mais experiente do que eu. Entretanto, foram facilitadas pelo fato de esses atletas mais jovens já terem atuado em momentos importantes em 2013. Não são todos que colocam promessas para jogar. Ajudei o Santos, assim como ele colaborou comigo”, afirmou.

Treinador desde 2009, Claudinei acumulou passagem pelas categorias de base do Santos. Durante sua experiência nas divisões inferiores, o técnico foi tricampeão estadual (sub-15, sub-17 e sub-20). Foi nesta época que conheceu Geuvânio, atleta que retornou ao clube alvinegro em setembro do último ano após ser emprestado ao Penapolense. Em evolução, o jovem jogador, de 21 anos, tem atuado com a camisa 10 do time comandado por Oswaldo de Oliveira e sido peça fundamental no esquema tático.

“Eu fico muito alegre com esse momento que ele está vivendo. O Geuvânio é um menino muito humilde. Apesar de ser muito alegre, sabe manter a seriedade na hora de trabalhar. Ele soube esperar o momento dele, não era minha primeira opção quando voltou de empréstimo. Quando precisei dele, correspondeu e mostrou seu valor. Quem não quer jogar com essa camisa 10 repleta de história?”, encerrou o treinador.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Em 38 jogos no comando do time profissional do Santos, Claudinei somou 14 vitórias, 12 empates e 12 derrotas

Confira entrevista de Claudinei Oliveira ao site Gazetaesportiva.net:

GE.net: Você trabalhou com boa parte da atual equipe do Santos. Acha que nesta temporada poderia ter colhido os frutos por apostar nos jovens em 2013?

Claudinei Oliveira: Vários jogadores, como Geuvânio, Alison e Gustavo Henrique, foram lançados por mim e estão participando constantemente neste ano. Colaborei para este processo de reformulação, mas o tempo passa e as pessoas esquecem. As coisas estão acontecendo de modo positivo pela capacidade do Oswaldo, que é muito mais experiente do que eu. Entretanto, as coisas foram facilitadas pelo fato de esses atletas mais jovens já terem atuado em momentos importantes em 2013. Não são todos que colocam promessas para jogar. Ajudei o Santos, assim como ele colaborou comigo.

GE.net: Quando muitos haviam esquecido do Geuvânio, você optou por dar uma chance ao atleta e utilizá-lo no Campeonato Brasileiro. Como vê a fase atual dele?

Claudinei Oliveira: Eu vejo com muita alegria. O Geuvânio é um menino muito humilde, alegre e que sabe manter a seriedade na hora do trabalho. Ele esperou o momento dele, não era minha primeira opção. Mas, quando eu precisei, ele correspondeu. Agradeço pela lembrança de que eu o trouxe do empréstimo, porque muitos pais aparecem quando as coisas dão certo. Eu não quero ser pai, pois o mérito é dele por ter correspondido. Quem não quer jogar com a camisa 10 do Santos?

GE.net: O Santos ficou em primeiro lugar na fase de classificação do Campeonato Paulista e, em uma possível final, terá vantagem de jogar em casa se vencer as partidas das quartas e da semifinal no tempo normal. É o favorito ao título da competição?

Claudinei Oliveira: Eu acho que o Santos é o time que tem vantagem, que foi conquistada com uma brilhante campanha na fase de classificação. É um regulamente atípico neste ano, então essa vantagem é importante. Ao lado do Palmeiras e o São Paulo, é um dos favoritos. Essa vantagem acaba contando no final.

Ricardo Saibun/Gazeta Press
Em 14 jogos disputados neste ano, sendo todos como titular, Geuvânio marcou seis gols

GE.net: Quem você vê como principal aposta do Santos para o futuro?

Claudinei Oliveira: Outros jogaram antes do Geuvânio, mas ele tomou conta da posição quando teve oportunidade. Acho que o Santos deve apostar em todos da base. Sempre trabalhei assim, sem excluir ninguém.

GE.net: O Edu Dracena ainda não atuou neste ano por causa de uma lesão no joelho esquerdo. Com a ascensão dos jovens, crê que ainda haja espaço para ele?

Claudinei Oliveira: Ele é um referência dentro do Santos. Foi peça fundamental na equipe no período em que estive no comando. Ele, assim como todos os jogadores, oscila, mas é muito cobrado pela história que tem no futebol. Ainda há muito para ele colaborar, não só dentro de campo. É um cara fundamental no clube.

GE.net: Planeja retornar ao Santos no futuro?

Claudinei Oliveira: Eu não tenho isso como objetivo. Se tiver que ser, será. Retornar ao Santos não é a grande meta da minha carreira. Se um dia eu voltar, será tranquilo, com novos pensamentos. Foi feito o que eu tinha que fazer lá, com títulos na categoria de base, uma equipe estruturada e coisas que tiveram sequência neste ano. Pode ser que esse casamento aconteça novamente, mas não tenho isso como objetivo, até porque não deixo nada para trás. Até este momento, fiz tudo o que podia pelo Santos, e vou fazer tudo o que posso pelo Goiás.

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