Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Cleber troca jogo “de um time aí” por filme para não passar raiva

Helder Júnior São Paulo (SP)

Cleber deixou de assistir à eliminação do São Paulo no Campeonato Paulista para ver o filme “À Procura da Felicidade” – título sugestivo para o momento de reformulação do Corinthians. O zagueiro não queria pensar que a sua equipe poderia também estar em campo na noite de quarta-feira, pelas quartas de final do torneio.

“Não assisto aos jogos de que tenho raiva. Era para a gente estar lá. Então, não vejo mesmo, porque fico nervoso. Prefiro assistir aos meus filmes em casa. Depois, fico sabendo do resultado pela internet e por mensagens dos meus amigos”, comentou Cleber, nesta quinta-feira.

Se os amigos do zagueiro também forem corintianos, devem ter ficado satisfeitos com o fracasso do rival. O São Paulo não foi eliminado na fase de grupos do Campeonato Paulista, como o Corinthians, porém também não avançou às semifinais. Acabou desclassificado nos pênaltis pelo Penapolense após um empate sem gols no tempo regulamentar, no Morumbi.

Ao analisar a partida, Cleber se recusou a pronunciar o nome do São Paulo. “Foi um resultado justo porque o Penapolense foi melhor em campo em um jogo truncado, com poucas chances de gol, pelo que fiquei sabendo. Depois, eles ganharam de um time aí nos pênaltis”, narrou o zagueiro do Corinthians, sem especificar o eliminado. “Um time aí”, ele repetiu, sisudo.

Divulgação/Agência Corinthians
Cleber preferiu se divertir com um filme do que com o futebol de quarta à noite (foto: Daniel Augusto Jr.)
Alguns jogadores corintianos ficaram rancorosos com o São Paulo por julgar que o rival tenha perdido propositalmente para o Ituano por 1 a 0, tropeço que antecipou a queda do Corinthians. Cleber foi ponderado ao tocar no assunto: “Não sinto gostinho de nada. Já esqueci o que passou. Para mim, é assim. Sou como água de cachoeira. Quando ela cai, não dá para voltar. Vivo o presente. Quero focar no projeto do Corinthians para o resto do ano, e o que aconteceu já era”.

Apesar da postura, Cleber sabe que é melhor evitar passar raiva com o desejo de reverter o fluxo da cachoeira diante de “um time aí”. “O que houve com o Penapolense foi um resultado normal. Todo o mundo pode perder ou ganhar. Um dia, os gigantes também caem”, disse, falando por experiência própria e ainda à procura da felicidade, como o personagem de Will Smith no filme dramático de 2006.

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