Futebol/Copa Libertadores - ( - Atualizado )

Cruzeiro leva empate do Defensor-URU no fim e se complica na chave

Do correspondente Wanderson Lima Belo Horizonte (MG)

O torcedor cruzeirense que foi ao Mineirão nesta quinta-feira, e que esperava uma vitória da Raposa em cima dos uruguaios do Defensor, teve que voltar para a casa amargando um empate em 2 a 2, que complica a vida da Raposa na Libertadores. Os celestes tiveram mais posse de bola, mas faltou a eficiência de jornadas anteriores, resultado em parte pela qualidade e marcação do adversário.

A atmosfera de Libertadores foi criada no Gigante da Pampulha. Muita catimba, duas expulsões, e muita provocação de ambos os lados foram ingredientes vistos no confronto desta quinta-feira. No futebol, Everton Ribeiro e Júlio Baptista fizeram para o Cruzeiro e Felipe Gedoz e Zeballos marcaram para o Defensor. Com o empate, o Cruzeiro vai aos quatro pontos, contra sete do Defensor e nove da La U, que lidera o Grupo 5 da Libertadores.

Na sequência da Libertadores, o Cruzeiro terá compromisso contra os chilenos da La U, jogo dia 3 de março, em Santiago. Mas antes disso, a Raposa terá que focar nas semifinais do Mineiro, já que no domingo, os celestes enfrentam o Boa Esporte, em Varginha.

O jogo – O duelo no Mineirão começou com o Cruzeiro tentando exercer pressão em cima dos uruguaios, que mostraram bom posicionamento tático defensivo, com algumas subidas ao ataque com perigo. Na tentativa de buscar espaços na zaga do Defensor a Raposa procurou explorar bastante as laterais do campo, principalmente em jogadas de velocidade com Dagoberto.

Aos poucos, o time da casa passou a ter o controle da posse de bola, fazendo um jogo de paciência, girando a bola de um lado para o outro para penetrar na defesa adversária. Aos 12, os celestes envolveram os uruguaios e Ricardo Goulart resolver arriscar arremate da entrada da área, mas o tiro parou nas luvas de Campaña.

Mesmo não sendo um dos gigantes do Uruguai, o Defensor mostrou que é uma equipe de qualidade, com toque de bola rápido e saída em velocidade para o ataque. Com essa postura, os visitantes ameaçaram em alguns momentos, dando trabalho para Dedé e Bruno Rodrigo.

AFP
Everton Ribeiro abriu o placar para o Cruzeiro, no último minuto da primeira etapa
Na tentativa de irritar os cruzeirenses, o Defensor colocou em prática a tradicional catimba, típica das equipes da América do Sul. A cera na reposição de bola foi outra estratégia que deixou o time brasileiro nervoso, já que o gol não aparecia. A beira do campo, o técnico Marcelo Oliveira fez o possível para tranquilizar os comandados.

Sem penetração, o jeito encontrado pelo Cruzeiro para ameaçar os visitantes foi nos arremates de média e longa distância. Tiros com Dagoberto e Júlio Baptista foram testados, mas sem sucesso. Aos 42, o brasileiro Felipe Gedoz quase marcou para o Defensor em cobrança de falta, que obrigou Fábio a se esticar todo para mandar para escanteio.

Antes do fim do primeiro tempo, uma falta em cima de Dagoberto, na entrada área, gerou tumulto que acabou com duas expulsões. Nilton do lado do Cruzeiro e Malvino pelo Defensor deixaram o campo mais cedo. Aos 49, na cobrança da falta, Everton Ribeiro acertou o ângulo de Campaña e abriu o placar, dando tranquilidade ao time da casa.

Na etapa final, o Cruzeiro trocou passes sem pressa até ao meio-campo, chamando o Defensor para o ataque, e assim, abrindo espaços. A estratégia quase deu certo aos cinco minutos, quando Lucas Silva roubou bola e tocou para Everton Ribeiro, que finalizou cruzado para a boa defesa de Campaña.

Pouco tempo depois foi a vez de Ricardo Goulart desperdiçar mais uma boa chance para a Raposa ampliar o placar. Com um jogador a menos de cada lado, a partida ganhou em velocidade e em emoção, com os donos da casa sendo mais ofensivos, mas com os uruguaios também ameaçando, deixando o confronto em aberto.

AFP
O Defensor cresceu na segunda metade da etapa complementar e buscou o empate
Aos 17, Júlio Baptista fez jogada individual e bateu cruzado para estufar as redes e levar o torcedor celeste à loucura nas cadeiras do Mineirão. A resposta dos visitantes não demorou, e veio dos pés do brasileiro Felipe Gedoz, que recebeu assistência de Arrascaeta e tocou na saída de Fábio, diminuindo o marcador.

Já na parte final da partida, o Cruzeiro diminuiu o ritmo, e passou a tocar a bola sem acelerar o jogo, em uma clara tentativa de deixar o tempo passar. Aos 48, Arrascaeta criou boa jogada, que terminou em chute cruzado defendido por Fábio, que deu rebote nos pés de Zeballos, que completou para as redes, calando o Mineirão no último lance da partida.

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